[Verso 1]
15Lembras das cenas quando tudo era um ape
nas
14E coisas tão
pequenas pareciam gi
gantes
15Onde simples temas para quem
cresce são dile
mas
18Ninguém esque
ce os poemas que não se escreviam
antes
19Todo
o pássaro ga
nha penas para poder sair do
ninho
9E voar pelos céus dis
tantes
20Ganha es
paço quebra algemas para fa
zeres o teu ca
minho
11E derrubares
os teus ele
fantes
17Hoje anos
parecеm meses e um mês só dura uns
dias
20Quanto dura
a inocênci
a quando sе fura e esva
zia
21A tua alma
e ale
gria e aí parece que tudo
falha
18Na batalha
dia a
dia já sem escudo ou mu
ralha
18Queima tudo na mortalha para
a cabeça ficar leve
12Mas não es
queças que és
tu que escreves
16O guião da tua peça vá regressa e sê
breve
17Quem não anda não tro
peça quem não tro
peça não se
ergue
[Refrão]
14Só peço saúde em primei
ro e sempre paz
14Não nasci
com tudo mas dinhei
ro a gente faz
14Com atitude de guerreiro
eu enfrento más
16Lutas, vou
contudo sem receio do
que o tempo traz
[Verso 2]
19In
fância não se perpetua com cari
nho dos velhos
tempos
17Cresci a brincar
na rua com carrinhos de rola
mentos
18Depois a pausar
na rua por maus caminhos e andamentos
16Mas é
bom que tu destruas os teus
moinhos de
vento
19Porque, o cresci
mento é o cimento para
te construíres
17Sincera
mente é indiferente
se tu desistires
20O mundo não para
se tu para
res então é bom que
tu repares
15Que é para
a frente que a gente
tem de seguir
19Tudo parecia inocente e durari
a para sempre
20Um sen
timento que faz muita gente um eterno
adolescente
16Ainda na casa dos pais conspira
ções telejornais
18A
culpa é sempre
dos demais é um inferno decadente
14Tenho um caderno incandes
cente com prosa
17Estrondosa, sons de dentro do cinzento
a tons de rosa
18Da a
guarela ou pastel pinto uma ve
la um cutelo
18Para te liber
tar da cela do sentine
la do castelo
[Refrão]
14Só peço saúde em primei
ro e sempre paz
14Não nasci
com tudo mas dinhei
ro a gente faz
14Com atitude de guerreiro
eu enfrento más
16Lutas, vou
contudo sem receio do
que o tempo traz