Xeg Quando Escrevo

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1]

16Quando eu escrevo o complicado, torna-se simples
9O difícil parece fácil
11Os versos ganham requintes pessoais
15Que são transmitidos aos ouvintes que me dão força
2Ou não
10Para passar ao verso seguinte
17Então entro em sintonia, encontro o meu conforto
20Como se a caneta e o papel fizessem parte do meu corpo
14Sistema nervoso e sanguíneo em comum
15Às vezes chego a pensar, que somos apenas um
16Rimo na língua dum povo, dum povo que é poeta
17Eu rimo em português porque é uma língua completa
22Então uso o meu conhecimento e todo o meu vocaburio
13Com as 26 letras do nosso abecedário
17Na cabeça um dicionário, dicções sobre bases
15Letras fazem palavras e palavras fazem frases
13Estas dão versos, dois versos é uma rima
17Duas rimas é uma quadra, é o poder das palavras
20Imagina a mulher que amavas e hoje amas ainda mais
14O que eram problemas, hoje são questões banais
17Respeito esta cultura como só respeito os meus pais
16Cantando e rimando e produzindo instrumentais
17Quando eu escrevo, torna-se pequeno o universo
15Olho para dentro, comigo próprio converso
14Uns divulgam o banal, eu faço o inverso
15Viver é o objectivo, rimar é o processo
19Muito mais que entretenimento é a sua versão lúdica
19Paz é o que quero transmitir a quem ouve a minha música
18E a paz começa em ti, em respeitares o teu parceiro
18Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro

[Refrão]

18Porque eu pego numa caneta e numa folha de papel
20E ando atrás da verdade como uma abelha atrás do mel
13Digo o que quero, liberto os meus nervos
20E é isso que eu sinto, é isso que eu sinto quando escrevo
[Verso 2]

11Com beat ou sem beat, com ou sem apoio
16Na casa, no trabalho, na escola ou no comboio
10Rimas são muitas mas cada uma
16É dita e escrita como se fosse a última
17Primeiro eu próprio e toda a minha vivência
22O que eu passei, o que eu passo e toda a minha experiência
17Public Enemy e Gang Starr foram as minhas influências
18Mas agora apenas conto com a minha consciência
17Desenvolvida e escrita de tardes e insónias
15Xeg no microfone, sou mestre de cerimónia
15Não preciso de banda, nem orquestra sinfónica
21'Tou infetado por esta merda como se fosse doença crónica
11E progressiva, 'tou cada vez pior
14Ou cada vez menor conforme a perspectiva
16Voz activa, a teoria une-se à prática
9Rimas saem à medida que
13Gasto tinta da minha esferográfica
17Escrita nos cadernos ou no bloco de matemática
17Cantando, rimando de uma maneira sistemática
18Quando eu escrevo, a atmosfera torna-se apática
19Desmentindo da verdade mesmo quando esta é dramática
18Que a força não está, entre quem perde ou vence a briga
21Mas em seres tu próprio, não no que a sociedade te obriga
8Cago p'ró que pensam em mim
14Cago e prossigo e fico bem com o mundo
14Mesmo que o mundo não esteja bem comigo
17Agora com ou sem metáforas, simples ou complicado
13Certo, cruzado ou então emparelhado
15Mantém-te ligado porque eu mantenho-me fiel
18Torno doce o que era amargo, torno dócil o cruel

[Refrão]

18Porque eu pego numa caneta e numa folha de papel
19E ando atrás da verdade como a abelha atrás do mel
13Digo o que quero, liberto os meus nervos
20E é isso que eu sinto, é isso que eu sinto quando escrevo