[Verso 1]
15Vêm com con
versas, promessas, se tu cais ou tropeças
13Ninguém te vai dar a mão pormaisque tu
peças
16Etu pen
sas: somos peças com
dispensasem re
messas
20Se te despedem, é bom que
esqueças boa vida
e te despeças
18Da despesa supérflua que se atra
vessa no encargo
19Reali
dade é um teatro, sabor da
peça é
amargo
16Li
teratura mais dura que Eça e Sa
ramago
18E a
música mais obscura que esta que ago
ra trago
23A vida é cínica, a
comida é química e
a chuva é áci
da!
21A еsperança é tímida, a mu
dança é mínima
para que nunca se fa
ça
10Guarda o tеu posto de tra
balho
21Porque hoje de um dia pro outro tu podes ser posto no ca
ralho
20Isto é
o oposto do que sonhámos,
o oposto do que se quis
16A frustração no nosso ros
to é o rosto do
país
16Acabaram com direitos, não
com tais privilé
gios
18Privatizaram condomí
nios, hospitais e colé
gios
18Onde vivem resguardados com
tudo aquilo que
criaram
20Com
medo que a gente lhes roube
tudo aquilo que nos
roubaram
10Achas que venho falar
à toa?
16Preferem salvar os
bancos do que salvar as pessoas
16E o mal deste mundo, entre cínicos inde
fesos
19É ver muitos pre
sos políticos e poucos políticos
presos
[Refrão]
10Eu oi
ço gritos, gritos de terror
16Gritos de quem
pede ajuda mas já
sem fé no Senhor
11Eu oiço gritos, gritos de sufo
co
18Gritos que não se ou
vem perante o silêncio dos ou
tros
13Eu oiço gritos, gritos de uma
criança
18Que morreu dentro de nós quando nos mataram a es
perança
11Eu oiço gritos, gri
tos de exaustão
19De quem se escondeu na vida, atrás de uma
côdea de pão
[Verso 2]
15Desde a segunda grande
guerra, Hitler e
Stalin
18Himm
ler e Mussoli
ni, ninguém evi
ta o extermí
nio
14Do
verão quente à guerra fria, do KGB à
CIA
18Da primavera ára
be ao que se vê hoje na Síri
a
19Do co
munismo ao con
sumismo, ao exter
mínio das almas
17Ao fascismo, ao
fanatismo, ao fascínio por
armas
18Capitalismo sel
vagem,
crise dos bancos alimenta
da
18Por semen
tes da Monsanto gene
ticamente alte
radas
18Vejo o desgosto des
pejado de quem não pagou a
renda
22Mas
que a gente nunca se renda, aprenda
e lute e tira a
venda
19Dos olhos, que
te puseram para lá ires colocar
os votos
17Se não pensares, trabalhares e só pagares
impostos
10Ali
menta mais os teus
esforços
19Já
que aquilo que co
memos tem sempre
mais antibió
ticos
19E vene
nos que nutrientes, matam-nos cheios de polu
entes
18Oceanos de
plástico retratam
o meio ambi
ente
14Do ví
rus da sida,
toxinas e pestici
das
15Às menti
ras difundidas e vacinas proibi
das
15Do covid, com medidas preventi
vas repressivas
20Às ver
dades que foram esquecidas e
omitidas p'los media
20Ho
je eu canto num pântano de vi
das feridas
e tragédias
18Onde
se plantam mentes frígidas
e comidas transgénicas
20Há um jogo
de máscaras
escondidas nesta fa
se pandémica
19Não há defe
sas pra estas vidas obstruídas
por glicémia
[Refrão]
10Eu oi
ço gritos, gritos de terror
16Gritos de quem
pede ajuda mas já
sem fé no Senhor
11Eu oiço gritos, gritos de sufo
co
18Gritos que não se ou
vem perante o silêncio dos ou
tros
13Eu oiço gritos, gritos de uma
criança
18Que morreu dentro de nós quando nos mataram a es
perança
11Eu oiço gritos, gri
tos de exaustão
19De quem se escondeu na vida, atrás de uma
côdea de pão