[Intro]
4X-E-G, people, hey
yo
5MC K, Dino, Dino
7Para toda a
gente, B
[Verso 1: Xeg]
21Não sei se o Homem por natureza +e egoís
ta, gananci
oso
19Mas este siste
ma, de certeza que o tor
nou mais inve
joso
20Esqueceste de
como o A
mor é impor
tante e vali
oso
16Cres
ceste programado 'pa
consumir e ser vai
doso
18Desceste até à montra, onde tudo se
vende e compra
17Apren
deste que aqui só o
material é que
conta
18Neste
mundo ilusionista,
nada dá mas tudo
tira
25A pobreza
é um resíduo ca
pitalista que sai da
chaminé da men
tira
15Desta fábrica de sonhos, Madonna´s
e Shakira´s
18Onde momentos, feli
cidade são a dor de quem trans
pira
19Não ad
mira que a tua i
ra seja justa, mas a ver
dade
18Os pobres sonham em
ser ricos, já não sonham 'ca igual
dade
18Metade dos putos não tem creche nem cên
timos essenciais
18E a outra
metade cresce dentro dos
centros comer
ciais
19Cinquenta por cento são malcriados
pela ausência
dos pais
16E os outros
cinquenta, pela
negligência
dos pais
14Este é
o país onde só dá mais
do mesmo
21Onde só
os pobres vão presos e assim vais crescendo e a
prendendo
15Pouco im
porta os teus valores mas no
entanto
19Só
te abrem a porta con
soante o valor que tens
no banco
19On
de tu não te preo
cupas a perceber
que a tua visão
5Não é
tua (Não)
7Mas sim da te
levisão
19E a tua dia-a-
dia, publi
cidade e porca
ria
21Deixam-nos cegos
perante a
verdade que até o Ray Charles
via
[Refrão: Dino D´ Santiago]
7Eu
não sei bem o
que sou
8Com quem ando e on
de vou
7Só notas quando
não dou
8E o que dei p'ra trás
ficou
8Não foi o mundo que
sonhei
11Mas tenho de viver da forma
que sei!
[Verso 2: Mc K]
17Deve ser
giro falar de igualdade no Vati
cano
17Rodeado de ouro, apontando o que é in
sano
13Tipo Bush e a ironia do
seu país
13Que diz lutar em busca de um mun
do feliz
19E
vangelizando a democracia com bombas e
projécteis
21Líderes zombies matam o povo à
sede e fome ostentan
do milhões
14Aos olhos de quem não come, e
xistem pessoas
9Que de santo só têm o nome
13Ignoram
o fosso entre
pobres e ricos
16É os
manos em
Lisboa nas obras
e nos cubicos
13Os capitalistas são [?] de
gradam valores
16E
les nos fazem
de bonecos e des
fazem amores
13Abutres, criam-nos falsas
necessidades
15Além de inúteis são fúteis nas
publicidades
11Consumismo são gra
des que ninguém vê
11Somos todos mani
pulados pela TV
13É assim que os dreads agem,
pura lavagem
17Isto
não é globaliza
ção, isto é "
globo-bobagem"
14Eles nos
tornam reféns de rou
bos e de quedas
14Cuidado
com as promoções, são
puras chupetas
13Ancoram mul
tibancos, fa
tigam gavetas
11Depois das
minas, nos vendem muletas
18Definem um padrão de pele e obrigam-
te a obtê-lo
15O modelo que deve pesar a
marca e selo
16Com dietas, ginásticas, silico
nes e plásticas
16Fodem-
te a saúde para vender
medicamentos
17Através
de Fast Food e outros alimen
tos destrutivos
15Redu
zem cidadãos a consumi
dores nocivos
[Refrão: Dino D´ Santiago]
7Eu não sei bem o
que sou
8Com quem ando e on
de vou
7Só notas quando
não dou
8E o que dei ´pra trás ficou
8Não foi o mundo que
sonhei
13Mas tenho de viver da melhor forma
que sei!
7Eu não sei bem o que sou
8Com quem ando e on
de vou
7Só notas quando
não dou
8E o que dei ´pra trás
ficou
8Não foi o mundo que sonhei
13Mas tenho de viver da melhor forma
que sei!