Valete Revelacao

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End rhyme Internal rhyme
[Intro]

12A minha mãe rezava todos os dias
11Ia à missa todos os domingos
15Mas nós sempre vivemos mal, sempre passámos fome
6Do pouco que tinha
21Partilhava até com pessoas que precisavam menos do que ela
19Morreu miserável e sem nada, parece que foi tudo em vão
9Que mal fez a minha mãe a Deus?
10Toda a gente, CIVILIZAÇÃO!
11Toda a gente tem de ouvir isto
10Toda a gente, CIVILIZAÇÃO!
[Verso 1]

19Esta é a palavra dos teus filhos que tu nunca amparaste
15Aqueles que te amaram e tu abandonaste
15Aqueles que te chamaram e que tu desprezaste
15Aqueles que guerrilharam quando tu recuaste
17Aqueles que acreditaram sem que tu te revelasses
16Aqueles que mendigaram e tu não alimentaste
16Aqueles que se esgotaram, tombaram, arrastaram
17Se definharam, imploraram-te e tu não levantaste
19Que mundo é esse que se alimenta da nossa amargura
19E que se sustenta o seu progresso com a nossa penúria
17Será que não ouves as lágrimas afilhadas da sorte
19E os corações que batem resignados à espera da morte?

[Verso 2: "Deus"]

13Eu sou o vosso Deus, sou o vosso criador
10Eu sou a vossa luz, pai, juiz, protector
16Eu nunca vos abandono eu estou sempre por perto
13E através da fé, sentirão meu afecto
18Basta acreditar em mim e seguir os meus ensinamentos
16Que terão a salvação e acabará o tormento
17Fraquejarás se duvidares da minha existência
16Porque a chave da libertação reside na crença
[Refrão]

7Mas onde é que estás?
13Quando o sofrimento nos aprisiona
18Quando até a esperança diz que já não vale a pena
19Quando todo esse Mal se apodera dos homens alastra-se
14E elimina, todo o Bem que nos abrigou
7Onde é que tu estás?
12Quando a fome abate mais um crente
19Quando a felicidade passa a utopia dos dementes
20Quando a escuridão invade o nosso espaço assume-se
12Soberana sobre o Sol que nos criou
[Verso 3]

17Eu vi-te nos versos que a beleza tornou poesia
18Na esperança que o sol trazia em cada novo dia
17No cravo vermelho que resistia nas noites sombrias
15No amor destes homens de bolsos e mãos vazias
15Eu vi-te na espada que ensanguentou Lúcifer
16No futuro que florescia no ventre duma mulher
14Na causa dos justos que a ambição não destruiu
18E no sorriso das crianças que a inocência pariu
16Mas perdi-te intensidade desta dor permanente
17No estrondo das balas que levaram gente inocente
17Na frieza dos tiranos que a democracia formou
15Na exploração dos fracos o mundo legitimou

[Verso 4: "Deus"]

19Eu não sou a única força transcendente deste universo
19O Diabo também existe, é o Senhor do Mundo Perverso
17É ele que divide e atrai os homens ao pecado
15Tu tens que resistir o Diabo é obstinado
15Eu dei-vos livre arbítrio, liberdade total
18Cabe a cada um de vós decidir entre o Bem e o Mal
16É a falta de moral que traz desordem e desgraça
17Se viverem por mim o Mal deixará de ser ameaça
[Refrão]

7Mas onde é que estás?
13Quando o sofrimento nos aprisiona
18Quando até a esperança diz que já não vale a pena
19Quando todo esse Mal se apodera dos homens alastra-se
14E elimina, todo o Bem que nos abrigou
7Onde é que tu estás?
12Quando a fome abate mais um crente
19Quando a felicidade passa a utopia dos dementes
20Quando a escuridão invade o nosso espaço assume-se
12Soberana sobre o Sol que nos criou
[Verso 5]

22Eu não percebo a tua existência e o teu poder transcendente
20Do que vale saberes tudo se continuamos inconscientes
17Do que vale poderes tudo se nós vemos sofrimento
17Do que vale veres tudo se nunca te fazes presente
16Quando parece que te manifestas, escondes-te num
3Ápice
18Como te escondeste naquele nevoeiro que encobriu
2Auschwitz
17Naus partiram com escravos e tu ficaste à varanda
16Camuflaste a mancha de sangue que inundou o Ruanda

[Verso 6: "Deus"]

18Seria tudo assim bem fácil a culpares-me de tudo
16Mas são os homens a causa do descalabro do mundo
19Eu não posso interferir, apenas assisto e analiso
18Só no julgamento final é que eu corrijo e decido
17Lembra-te que a vida terrena é só uma passagem
16E depois da morte ainda terás uma portagem
18Os pecadores serão punidos e arderão no Inferno
15Os bons serão felizes no Paraíso eterno
[Valete]

6Nah... Não tem sentido...
17Então porque é que não nascemos logo no Paraíso?
[Verso 7: ''Diabo'']

16Tu fazes muitas críticas, acusações e perguntas
18Agora vou abrir o jogo, só para ver se tu aguentas
15Deus só existe fantasiado na vossa mente
18Eu sou Diabo, o único ser superior existente
17Vocês são minha criação, feitos à minha semelhança
19Por isso é que o mundo é um palco de Malevolência
20Quando praticam o Bem é só um acto de desobediência
19Vossos instintos naturais são o ódio e a ganância
19Terão sempre a ditadura, a escravatura, a opressão
11Descriminação, censura, repressão
17Minha função foi criar-vos para auto-destruírem-se
17Para fustigarem-se, invejarem-se, consumirem-se
17Para mergulharem na imperfeição, erro e pecado
16Enlamaçarem-se no Mal que eu tenho libertado
20Vou assistir, desperto e alegre ao vosso caos inquieto
18Até este planeta se tornar na Terra-Mãe do inferno
[Valete]

15Deus só existe fantasiado na vossa mente
[Outro]

15Será em vão rezares por um sonho que não verás
15E ambicionares por um Mundo que não terás
14Não esperes Justiça onde nunca houve Paz
13Não há salvação nas terras de Satanás (x2)