[Intro - Valete]
3Foda-se
12Tu julgas o gajo por
que ele é gay
16E ele tem que de se comportar como se
não fosse
8Para não
ser reprimido
15Julgas o teu ma
no porque ele
é excêntrico
17E ele tem que de se comportar como
toda a gente
11Chamamos
as nossas manas de cabras
15Inter
ferimos na li
berdade se
xual delas
16E elas são obrigadas a auto
reprimirem-se
13Tu mesmo também tens essa
necessidade
9De teres is
to e aquilo
11Que conquistaste isto e aquilo
12Porque sentes medo de
ser rejeitado
19Teres menos que os outros faz-te sentir infe
riorizado
6Faz-te sentir
menor (tchh)
14Tu também 'tás nesse baile de
máscaras, mano
15'Tamos refugiados em pessoas que
não somos
30Até
tu seres elevado o
suficiente p'ra aceitares cada
pessoa como e
la é
8Com
as suas dife
renças
10Com
as suas singulari
dades
13Vai falar de mudança p'ró caralho,
negro
12Vai falar de revo
lução p'ró ca
ralho
13Vai falar de liberdade p'ró cara
lho, man
11Isto é o início de
tudo
12Como é que vamos ganhar esta guer
ra
11Se somos todos refugiados? (
man)
[Verso 1 - Valete]
7Eu só que
ria ser eu
11Dar-vos a minha espon
taneidade
21Materializar a liberdade que a minha mente
fantasia
19Trocar as leis da sociedade, pelas leis da fe
licidade
11Com a minha carta da
alforria
14Mas vocês refugiados na ig
norância
21Oprimem a diferença e
oprimem a minha inde
pendência
13Julgam-me, com uma moral que
nem é vossa
18A moral que nos impuseram e que cavou a
nossa fossa
13E faz de nós essa massa do
mesticada
15Que vive mascarada só p'ra 'tar in
corporada
10Eu sofro, quando sou como
vocês
17Escondo
a minha nudez,
vocês dizem que é sensatez
12Não sei
o que quero, nem sei p'ra
onde vou
16Quando
'tou refugiado nesta
pessoa que não
sou
20Que vi
ve a oferecer sorrisos e
esforços adapta
tivos
8P'ra 'tar
bem no colectivo
16Quando já não aguento refugio-me no meu
quarto
16Isolado de
tudo pa' fugir
do vosso con
tacto
9E p'ra poder voltar a ser
eu
18Entre copos de vodka
e a solidão que me desa
foga
12Depois sai
o à rua embria
gado
18Desta vez já desa
tado, eufórico e reani
mado
15Refugi
ado numa coragem momen
tânea
18Celebro a infâmia
da liberdade espon
tânea
[Refrão - Bónus]
10Mano, acei
ta a diferença
17Enterra o teu passado,
entrega-te à renascen
ça
16Diferen
ça é a coi
sa mais bela da na
tureza
16Eleva-te como Homem vive a tua
nobreza
10Mano, acei
ta a diferença
17Enterra o teu passado,
entrega-te à renascen
ça
16Diferen
ça é a coi
sa mais bela da natureza
16Eleva-te como Homem vive a tua nobreza
[Verso 2 - Azagaia]
15Nunca
estiveste tão
distante de ti próprio
16Juras amor pró
prio, ao espelho és o próprio
14Dás meia volta e fazes mal a ti próprio
20A seguir culpas
o mundo e te en
venenas com es
se ódio
14Justifican
do os teus erros com
os dos outros
11Matando porque mil já
foram mortos
9Roubando porque hou
ve roubos
11É assim como loucos gui
am loucos
14Culpando a loucura que inocen
ta todos
15Eu sou bom com os disfarces e vejo que
também és
15Eu finjo que eu sou
eu e tu finges quem também és...
13Esse, perfume, essa roupa, esses
carros
16E como
de costume vou julgar-te por
esse status
15Quantos
pretos conde
nados a falar como
brancos
11Brancos conde
nados a f... como
pretos
13Homens condenados
a beber como
machos
16E na
calada da noite a ge
mer p'ra outros machos
16Quantos enforcados por gravatas 5 dias por se
mana
16São vampiros a sugar
garrafas aos fins de se
mana?
15Quantos saem à
rua, finos e civili
zados
14E em ca
sa só falam com os punhos cer
rados
16E
quando estiveres já coma
cabeça in
chada
18A pesar u
ma tonelada, de merda não evacu
ada
16Senta-te com os amigos,
e vira uma
garrafa
19De
absoluta hipo
crisia e depois volta pra' jor
nada
[Refrão - Bónus]
10Mano, acei
ta a diferença
17Enterra o teu passado,
entrega-te à renascen
ça
16Diferen
ça é a coi
sa mais bela da na
tureza
16Eleva-te como Homem vive a tua
nobreza
10Mano, acei
ta a diferença
17Enterra o teu passado,
entrega-te à renascen
ça
16Diferen
ça é a coi
sa mais bela da natureza
16Eleva-te como Homem vive a tua nobreza
[Outro - Valete]
2(
Yeah)
5Refugiados
17Somos todos
refugiados em
pessoas que
não somos
3(Po
des crer)
17Enterra o teu pas
sado, entrega-te
à renascença
8(Enterra
o teu passado)
17Enterra o teu pas
sado, entrega-te à renascença