Trovante Travessa Do Poco Dos Negros

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End rhyme Internal rhyme
13A história que a gente vos quer contar
11Aconteceu um dia na Lisboa
11Aonde o tempo corre devagar
11Chegámos, era cedo, à ribeira
12Ainda todo o peixe respirava
13E a outra carga aos poucos definhava
12O gemido do cordame das amarras
11Juntava-se ao lamento dos porões
11E o que nos chega fora são canções
15A gente viu sair um'outra gente que dançava
12Um estranho bailado em tom dolente
11Marcado pelo bater das correntes
4Anda linda
18Vamos p'ra ver se é verdade que lá se pode ouvir cantar
4Anda linda
16Vamos ao poço dos negros p'ra ver quem pode lá morar
15Mais tarde fomos ter àquela parte da cidade
12Que é mais profunda do que maré baixa
12E a lua só visita por vaidade
13De novo a estranha moda se dançava
11Agora com suspiros de saudades
10Agora com bater de corações
4Anda linda
18Vamos p'ra ver se é verdade que lá se pode ouvir cantar
4Anda linda
16Vamos ao poço dos negros p'ra ver quem pode lá morar
17Batiam-se com as barrigas e roçavam-se nas coxas
10Os corpos já dourados de suor
12E as bocas já vermelhas dos amores
15Quisemos nós saber qual é o nome desta moda
11Respondeu-nos um velho já mirrado
12Lundum, mas se quiserem chamem-lhe fado
4Anda linda
18Vamos p'ra ver se é verdade que lá se pode ouvir cantar
4Anda linda
16Vamos ao poço dos negros p'ra ver quem pode lá morar
4Anda linda
18Vamos p'ra ver se é verdade que lá se pode ouvir cantar
4Anda linda
16Vamos ao poço dos negros p'ra ver quem pode lá morar