Slow-j Origami

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1: Gson]

14Entretanto, sentados a olhar p'rás estrelas
10Porque não gostamos de existir
20Como se o óbvio chegasse (Como se o óbvio chegasse)
16Arrogância minha de querer interpretar astros
17Quando nem sou bom entendedor do meu próprio espaço
14No meu colóquio, frases p'ró karma mastigar
22Ainda assim linhas que complementam o tecido cardiovascular
17O sangue bombeia por sítios que eu não mostro (Mostro)
14Coração hipocondríaco ou inóspito
13Faz-me ser o que não gosto, agosto, 16, são 6 e 50
19Enquanto eu pinto a big picture, tu reclamavas comigo
11Porque eu não te dava fotos simples
11Tu tinhas a luz do sun ao serviço
19Toda a tua flor da pele, baby, eu dava-te fotossíntese
10Deixei de dar foco aos símbolos
14Desse diário mal escrito que tem sido
12O melhor intérprete das minhas cores
20Aprendi que se uma meta é uma passagem p'a outra meta
18Então não quero que te encontres, eu quero que te procures
14Perdido algures sem convicções de mármore
14Porque somos feitos de incertezas e carne
19Então a única coisa que eu sei sobre ser, é que eu não sou
11Eu 'tou constantemente a tornar-me
15E isso é facto escrito a lápis de carvão
12E a pedra que queres que se lapide
16É diamante em bruto ou é a tua lápide
11Eloquência, loucura ou crença
8As preces da minha pressa
7Tornam-me Deus sem "D" e sem "S"
6Godsun (Godsun, Godsun)

[Verso 2: Slow J]

10Deixa-me tentar ser explícito
16Takeover foi tão épico, nem foi o mais difícil
22Young Hova, quem pensou que era aqui que eu vinha dar no início?
10Miúdo magro com os meus fones
14'Tou no intervalo. 'tava a ouvir Limp Bizkit
13Cómico, agora esboço um sorriso
18Quem apostou contra nós, já não 'tá com vontade de rir disso
22Com uma folha de papel mudarmos o mundo, isso era riculo
26Dobrámos até vincar, agora olha à tua volta, esse é o exercício
16O céu é o limite, Jota só presta o serviço
18'Tou com saudade de uma terra sem nunca lá ter vivido
20Onde eu nasci, metade daquilo que eu sou, é reconhecido
21A tentar sentir que pertenço, nasceu o sonho, agora eu consigo
20Ver a terra prometida, fecho os meus olhos, vejo tão nítido
19Afro Fado meu espírito, nas minhas veias é o químico
18Minha terra é cor do xadrez, meu cinza brilha tão vívido
20Misturo a cor outra vez, mistura ecoa no Olimpo, e tu
23Vê o que os teus filhos fizeram com o que lhes deram, tudo é tão cíclico
23'Tou a olhar p'ó agora a ver mítico, com a camisola que eu visto
20Inevitável não é místico, é só o que ainda não viste
15Quero ensinar ao meu filho que antigamente
15A cor da pele dele era como um dístico
13Isto já numa terra depois do racismo
17Prometida terra minha, terra nostra, uma fatia
19E um dia também vais vê-lo na família onde eu cresci
18Toca fado e toca bossa, cor da pele ou do cabelo
11Coisanima, não importa, Godson