Sergio-godinho Romance De Um Dia Na Estrada

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End rhyme Internal rhyme
9Andava há já vinte dias
10Ao frio, ao vento e à fome
8Às escondidas da sorte
9Um dia fraco, outro forte
10Que o dia em que se não come
12É um dia a menos para a morte
9Um dia fraco, outro forte
9Quando um barulho de cama
10A voltar-se de impaciente
8Me fez parar de repente
9Era noite e o casarão
8Não tinhas lados nem frente
8Dentro havia luz e pão
8Me fez parar de repente
8Me fez parar de repente
10Ó da casa, abram-me a porta
9Fiz as luzes se apagarem
8Cheguei-me mais à janela
9Vi acender-se uma vela
8Passos de mulher andarem
9E uma mulher muito bela
8Chegou-se mais à janela
8Chegou-se mais à janela
9Não tenhas medo, eu não trago
9Nem ódio nem espingardas
8Trago paz numa viola
9Quase que não fui à escola
8Mas aprendi nas estradas
8O amor que te consola
8Trago paz numa viola
8Trago paz numa viola
8Meu marido foi p'ra longe
8Tomar conta das herdades
8Ela disse: "Companheiro"
10Eu disse: "Vem!", ela: "Tu primeiro!"
9"Tu que me falas de estradas"
10"E eu só conheço um carreiro"
8Ela disse: "Companheiro"
8Ela disse: "Companheiro"
9A contas com a nossa noite
7Afundados num colchão
10Entre arcas e um reposteiro
7Descobrimos um vulcão
9Era o mês de Fevereiro
9E o Inverno se fez Verão
7Descobrimos um vulcão
7Descobrimos um vulcão
10E eu que falava de estradas
9E só conhecia atalhos
10E ela a mostrar-me caminhos
9Entre chaminés e orvalhos
9Pela manhã, sem agasalhos
8Voltei a rumos sozinhos
10E ela a mostrar-me caminhos
10E ela a mostrar-me caminhos
8Andarei mais vinte dias
10Ao frio, ao vento e à fome
8Às escondidas da sorte
9Um dia fraco, outro forte
10Que o dia em que se não come
12É um dia a menos para a morte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte
9Um dia fraco, outro forte