Sergio-godinho Lisboa Que Amanhece

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End rhyme Internal rhyme
11Cansados vão os corpos para casa
11Dos ritmos imitados doutra dança
6A noite finge ser
14Ainda uma criança de olhos na lua
4Com a sua
11Cegueira da razão e do desejo
13A noite é cega, as sombras de Lisboa
13São da cidade branca a escura face
8Lisboa é mãe solteira
13Amou como se fosse a mais indefesa
3Princesa
12Que as trevas algum dia coroaram
12Não sei se dura sempre esse teu beijo
12Ou apenas o que resta desta noite
7O vento, enfim, parou
5mal o vejo
6Por sobre o Tejo
7E já tudo pode ser
9Tudo aquilo que parece
9Na Lisboa que amanhece
13O Tejo que reflecte o dia à solta
13À noite é prisioneiro dos olhares
7Ao Cais dos Miradoiros
12Vão chegando dos bares os navegantes
3Amantes
13Das teias que o amor e o fumo tecem
13E o Necas que julgou que era cantora
12Que as dádivas da noite são eternas
8Mal chega a madrugada
13Tem que rapar as pernas para que o dia
3Não traia
12Dietriches que não foram nem Marlénes
11Em sonhos, é sabido, não se morre
13Aliás essa é a Única vantagem
8De após o vão trabalho
13O povo ir de viagem ao sono fundo
3Fecundo
13Em glórias e terrores e aventuras
12E ai de quem acorda estremunhado
14Espreitando pela fresta a ver se é dia
9E as simples ansiedades
13Ditam sentenças friamente ao ouvido
3Ruído
14Que a noite se acostuma e transfigura
9Na Lisboa que amanhece