[Verso 1]
15Tenho faca
na liga, vim no embalo
da vida
18Há quem crie e quem siga, eu te
nho o destino tra
çado
16Armada até aos dentes, acordei os mais descrentes
21Não há peri
go equivalente a uma
mulher que cante o
fado
19Faço a mantras das mágoas, venho a pé, separo as
águas
10Faço a tremer
as pedras
do chão
17Não me pe
ças p'ra ter calma
se o peso todo
da alma
12Se
não for can
tado,
escapa-me da mão
[Refrão]
15Ai, avisa que eu cheguei, inva
di a cidade
14Descalça pela ru
a, eu pus-
me à vontade
10Canto bem alto pa
ra quem vier
15Ai, avisa que eu cheguei, invadi a cidade
15P'ra lhes mostrar por que é que toda
a tempestade
6Tem no
me de mulher
[Verso 2]
16Sou
filha da minha
mãe, que era
filha da mãe dela
18Alguém
que nasceu de alguém, nunca sonhei ser uma
estrela
16Mas o céu
fica-me bem, quem me viu no alto
erguida
16Diz que
sou nome de rua,
sou nome de aveni
da
14Deixa-me cantar, a
nunciar a alvo
rada
17Ainda não
dormi, veio a noi
te e eu acor
dada
17Quem vir a
quilo que eu vi nun
ca mais dorme descan
sada
18A
voz que veio antes
de mim não vive mais amordaça
da
[Refrão]
15Ai,
avisa que eu cheguei, inva
di a cidade
14Descalça
pela rua, eu pus-
me à vontade
10Canto bem alto
para quem vier
15Ai,
avisa que eu cheguei, invadi a cidade
15P'ra lhes mos
trar por que é que
toda a tempestade
6Tem
nome de mulher
15P'ra lhes mos
trar por que é que
toda a tempestade
6Tem nome de mulher