Sara-correia Alfama Ao Vivo No Festival Cervantino

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End rhyme Internal rhyme
[Verso 1]

9Quando Lisboa anoitece
9Como um veleiro sem velas
8Alfama toda parece
8Uma casa sem janelas
10Aonde o povo arrefece
[Verso 2]

8É numa água-furtada
11No espaço roubado à mágoa
9Que Alfama fica fechada
8Em quatro paredes d'água
8Quatro paredes de pranto
10Quatro muros de ansiedade
9Que à noite fazem o canto
9Que se acende na cidade
9Fechada em seu desencanto
9Alfama cheira a saudade
[Verso 3]

9Alfama não cheira a fado
9Cheira a povo, a solidão
9Chеira a silêncio magoado
8Sabe a tristeza com pão
9Alfama não cheira a fado
7Mas não tеm outra canção

[Outro]

9Alfama não cheira a fado
7Mas não tem outra canção