[Verso 1]
10Depressão transparen
te, mas leve
15Se o mundo é calor, eu
encontro-
me na neve
15A razão, não encontro, mas pretendo encon
trá-la
14Vozes que me tocam, mas nenhuma delas fala
15Excepções que
se encontram juntas da per
sonagem
15Desconfio qu'a razão
se encontra na
viagem
16Será mesmo a viagem ou
será o pas
sageiro?
17Será
aquele que
é amigo, mas é inte
resseiro?
14No concreto, o sin
tético é invi
sível
13Quando o abstracto é bem mais aces
sível
7O in
tervalo surge
11À espe
ra do novo i
nício
16Já
não há união
e a união faz o
vicio
13Olhos nos olhos, num discurso bem su
ave
15Queres abrir a porta, mas não encontras a
chave
15O medo é imenso, o estado é
intenso
7Pa
lavras que se juntam
8E
não fazem ne
nhum senso
14Fala a resposta, que en
costa a pureza
15A bele
za da vida já não é uma
certeza
17Já não sei se isto é uma
atitude bem
humana
16Porque as promessas surgem de semana em
semana
18O que é isto que eu vejo?
O que é isto que
eu sinto?
16Imagino quadros que eu não te
nho e que
não pinto
15O que vou dizer, agora só
vou dizer u
ma vez
18Tudo o
que digo
e escrevo é de profunda lu
cidez
[Scratch]
5How real
is that?
[Verso 2]
18Custa-me
tanto a passar tempos quando eu sou
o culpado
16O san
gue é inocen
te e é bem sa
crificado
17Angústia puxa a verdade
no momento errado
18E aquela festa mental
já não está no mesmo estado
12Momentos fatelas
são momentos frontais
14Tipo teres de encarar os teus pais com sinais
16De ino
cência mas inocência
verdadeira
16Aquela inocência, que
de mental, é in
teira
10Mas
de física tem muito
pouco
15Ou
ves o que digo e vais-
me achar mais um
louco
16As leis são fortes demais para quebrá-las
facilmente
14E a
verdade que entregas é
transparente
14Se és de aço, quebras;
se és de
papel também
13Quando toca à
verdade, não
falha ninguém
16E ainda bem, que o destino quis que
assim fosse
17E como se
costuma dizer: era bom, mas
acabou-se
10Achas fal
so eu ser verda
deiro
15Achas-me um pesado quando eu sou um li
geiro
15O dia inteiro,
a vida toda,
prometo-te
15E tudo aqui
lo que tu fazes, eu
percebo-te
13Pelas desi
lusões, pelas tuas am
bições
12Num mundo em que não havia confusões
14Há
situações em que não es
tou à vontade
13Mas eu
hei de sempre viver
com a verdade
[Scratch]
5How real
is that?
[Verso 3]
19Não me interessa o que
pareço, interessa-me o
que sou
15Nem me interes
sa como ou quem
me avaliou
15Procurando o ego,
sem um mapa e sem guia
16Para o conseguires, tens de ter a mente va
zia
10Cria o abstracto, o sem tremor
11Sem precon
ceitos e sem um re
ceptor
14Expressando o que
sinto, é como
me safo
15É
mais do que um
som, é um desabafo pes
soal
24A um nível iniden
tificável, ori
ginal, muito mais do que ra
zoável
14Tantas questões, tantas verdades para resol
ver
10Lutar por lutar, viver por vi
ver
16Tenho Hip Hop na veia,
porque é o que me ro
deia
17Sangue infinito. ti
po na praia os grãos de a
reia
18Como é que isto se cria,
como é que se ori
gina?
17Não acredito em videntes porque não se lê a
sina
16Podes
chamar-lhe de "estranho", mas não de "babo
seira"
15Apenas
não quero que tu
percebas à pri
meira
12Chama-lhe sensa
to e eu não refilo
18Não es
peres a mudança por
que este é o
meu estilo
[Scratch]
5How real
is that?