Rui-veloso Logo Que Passa A Moncao

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End rhyme Internal rhyme
17Num banco de névoas calmas quero ficar enterrado
16Num casebre de bambú na minha esteira deitado
15A fumar um narguilé até que passe a monção
16Enquanto a chuva derrama a sua triste canção
15Sei que tenho de partir logo que suba a ma
16Mas até ela subir volto a encher o narguilé
17Meu capitão já é hora de partir e levantar ferro
17Não me quero ir embora diga que foi ao meu enterro
17Deixem-me ficar deitado a ouvir a chuva a cair
19Que ainda estou acordado só tenho a alma a dormir
16Como a folha de bambú a deslizar na corrente
18Apenas presa ao mundo por um fio de água morrente
17Nos arrozais morre a chuva noutra água há-de nascer
17Abatam-me ao efectivo também eu me vou sem morrer
15Para quê ter de partir logo que passe a monção
17Se encontrei toda a fortuna no lume deste morrão
17Ópio bendito ópio minhas feridas mitiguei
10Meu bálsamo para a dor de ser
7Em ti me embalsamei
17Ópio maldito ópio foi para isto que cheguei
8Uma pausa no caminho
8Numa névoa me tornei
17Ópio bendito ópio numa névoa me tornei
17Ópio maldito ópio numa névoa me tornei
16Numa névoa me tornei, numa névoa me tornei
8Numa névoa me tornei