Rui-veloso Lancado

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End rhyme Internal rhyme
5Lançado Lyrics
16Cometi crime de amor à morte fui condenado
17Mas antes do cadafalso a um capitão fui chamado
16Que partia para a guiné e me prometeu perdão
15Se fosse numa galé e aceitasse a missão
16De à sorte ser Lançado na má terra do gentio
17zinho e abandonado durante meses a fio
18Entre o inferno e o algóz dançava meu triste fado
16Medi os contras e os prós e escolhi ser Lançado
16E assim fui embarcado até às costa da guiné
16E em terra fui deixado com biscoito medo e fé
16Com ordem de haver língua com todas as criaturas
17Saber das fontes do ouro e conhecer essas culturas
2Refrão:
16Fui Lançado às feras o mato foi a minha casa
12Não havia primavera nem outono
12E era sempre um estio em brasa
16Venci as febres do mato e o veneno das cobras
16Cativo levei mau trato paguei pelas minhas obras
16Das gentes tornei-me amigo com artes que já nem sei
15E ao fim de muitos meses era visita dum rei
17Fiz-me amante de gentia com ela juntei fazenda
19A vida até já sorria feliz era a minha emenda
18O batel chegou um dia para saber se eu era vivo
17E nas areias da baía foi um encontro festivo
14Regressei a portugal com ideia de ficar
17E ao infante contei tudo do que pudera indagar
15E tal foi o meu sucesso que el-rei me deu perdão
16Mas mandou-me de regresso e eu não pude dizer não
2Refrão:
16Fui Lançado às feras o mato foi a minha casa
12Não havia primavera nem outono
12E era sempre um estio em brasa
18Mandou-me o senhor infante em companhia de abade
18Que baptizou toda a gente e aumentou a cristandade
18" que boa colheita de almas! " disse de contente o papa
16Ao vêr as chagas de cristo a tomar conta do mapa
16E em paga dos meus serviços ali fui feito feitor
16E eis tudo o que passei só por um crime de amor
2Refrão:
16Fui Lançado às feras o mato foi a minha casa
12Não havia primavera nem outono
12E era sempre um estio em brasa