11O fado, já diz Fer nando Pessoa
8Não é cançãomá nem boa
8Não é alegre nemtriste
10Não é de Coimbra ou Lisboa
10É um ser estranho, uma pausa
11Que a alma portuguesa deu ao mar
8Quando tudo desejava
8Sem forçapara desejar
14Toda a canção é um poema ajudado
9Que diz o que a alma nãotem
11Ea isso não escapa o fado
12Que é um po ema ajudado também
13O fado éfadiga duma alma forte
10É uma espé cie de olhar
9Que viu o sorriso damorte
8Nos brancos espelhos do mar
10É um olhar quase de desprezo
7A um Deus que desertou
9Quando mais Dele precisa va
8Quemduvidar nunca ousou
14Toda a canção é umpoema ajudado
9Que diz oque a al ma não tem
11Ea isso não escapa o fado
12Que é um po ema ajudado também
11No fado todos os Deusesse juntam
8A cantar lá nasalturas
7Trazidospelos avós
8Na poeira daslonjuras
9E esses Deusesestão em nós
8Espalham-se pela mesa
7Convocadospela voz
12E só por acaso soam atristeza
14Toda a can ção é um poema ajudado
9Que diz o que a alma nãotem
11Ea isso não escapa o fado
12Que é um po ema ajudado também
8Não é canção
8Não é alegre nem
10Não é de Coimbra ou Lis
10É um ser estranho, uma pau
11Que a alma portugue
8
8Sem força
14Toda a canção é um poema aju
9Que diz o que a alma não
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13O fado é
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11No fado todos os Deuses
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7Trazidos
8Na poeira das
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7Convocados
12E só por acaso soam a
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9Que diz o que a alma não
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