Rui-veloso A Invencao Do Canto

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End rhyme Internal rhyme
18Um homem estava sentado à sombra duma azinheira
16Quando ouviu na ramagem uma ave cantadeira
16Lançada em cantorias sem mensagem sem destino
17Ou talvez cantasse ao sol que subia mesmo a pino
15O homem era caçador cansado do seu caçar
15Tocado pela cantoria deu em querer cantar
9Subia a manhã dos tempos
14E não havia canções (e não havia canções)
12Não havia canções (não havia canções)
16Desde então na azinheira sentou-se o caçador
16A ouvir a cantadeira e a sonhar-se cantador
16E assim o caçador foi usando a sua clave
18Foi abrindo a sua alma e caçou a alma da ave
17Levou-a para a caverna estudou-a ao pormenor
16E de trinado em trinado descobriu o dó maior
9Subia a manhã dos tempos
14E não havia canções (e não havia canções)
12Não havia canções (não havia canções)
8Nãaaoooooo
15Foi monge no seu mosteiro, mercador e camponês
14Trovador e guerreiro cantou o amor cortês
18De Gregório até Sinatra tornou-se voz apurada
19Da caverna até ao casino fez-se uma ave dourada
16Que voa no céu do Scalla e no do Royal Albert Hall
15Sobre campos de algodão e urbes de rock and roll
9É o meio-dia dos tempos
20E ainda se inventam canções (e ainda se inventam canções )
18Ainda se inventam canções (ainda se inventam canções)
20E ainda se inventam canções (e ainda se inventam canções )
20E ainda se inventam canções (e ainda se inventam canções)
12E ainda se inventaaaaam
10Ainda se inventam canções (x16)