[Verso 1]
11Tirou a roupa
no meio da
praça
12Subiu na está
tua de um marechal
13Em ple
no meio dia,
o bronze fais
cava
12A bunda sen
tia o calor do me
tal
14E cada transeunte que se aglome
rava
11Fa
zia piada: "Nem é car
naval"
13E como toda nudez será casti
gada
12Apareceu do
nada um poli
cial
[Verso 2]
10Nosso herói não se impor
tava
12Com as partes
à vista da população
12Não era pro seu pincel que apon
tava
13Mas pro ante
braço chama
va a atenção
14O que ele gri
tava você
já imagina:
12"Vacina! Vacina! Va
cina!" e então
11O po
licial declarou que o tal
13Estava pelado e co
berto de razão
[Verso 3]
12E o povo vendo que a
té o guarda
13Tirando a farda,
apoiava
o civil
14Foi sa
indo do sono perigoso е
inerte
12Como disse
Laеrte, a grande
ficha caiu
18Feito uma peça de Zé Celso no teatro o
ficina
12Pedindo vaci
na, a ralé
se despiu
16E
disse: "Até que o pulha nos traga
a agulha
10Se
rá a vez da nudez
no Brasil"
[Verso 4]
12A história chegou ao
palácio
13Até
o pancrácio
que rege o país
13Que achou en
graçado ver tanto pela
do
12Mas quis a
cabar com esse diz que me diz
9Fez um
discurso
na TV pra nação
12Falando talqueis
e taisquais sem sen
tido
14E um meni
no, rindo da tele
visão, disse:
11"O
lha mamãe, o rei es
tá vestido"
[Saída]
11Tirou a roupa no
meio da praça
12Subiu
na estátua de um
marechal