[Intro]
21, 2,
hã, hã
4Revoi
lusão
15Yeah,
guerra santa, sangue,
areia, água
benta
17Como se fosse menos pecado, matar por religião
16Sem sa
ber que tão matando a fé das pessoas,
negão
19Um re
volução fajuta, e uma i
lusão bem empregada
15Políti
cos de um lado e o po
vo de outro
3Re
beldes
[Verso 1]
14Hey, há quanto tempo o silênci
o nos guia?
13Digam! Há quanto
tempo o me
do nos guia?
13Há quanto
tempo a gente tra
balha duro
25Enquanto o senhor do
engenho mantém
a barriga cheia e a men
te vazia?
15Desde esse tempo a semente cres
cia, rara
13Era visão mas ela exis
tia, clara
13Nossa noção que pa
ra mudança do mundo
21Era
necessário bem mais do
que uma camisa do Che Gueva
ra
8É necessá
rio garra
24Ei, você
que ainda acredita na jus
tiça, vem no bonde
com a favela
12Vem pra ver que a justi
ça não é cega
22Ela só fechou os olhos pra
não ver o que fizeram com
o nome dela
13Pelo mundão o povo quer
melhora, eu sei
15Em época de eleição quem tem
um olho é rei
13Negão, em terra de corrup
ção o que são leis?
13Então, se
só servem pra nós e não pra
vocês
[Refrão]
11Irmão, o mun
do não dá voltas
em vão
13Por
que heróis só
existem na tele
visão
11Digam: Viva a re
voilusão, viva!
9Viva a revoilusão, viva!
13Irmão, tem tanto
discurso e pouca ação
18Então que se dane, eu vou lutar com as mi
nhas próprias mãos!
9Di
gam: Viva a revoilusão
11Vi
va! Viva a re
voilusão, viva!
[Verso 2]
9Pasto
res sem ovelhas,
fiéis
9Ato
res sem saber seus
papéis
17Predado
res sem caça, atacam sem sa
ber o que
fazer
10Tipo um ti
me sem um ca
misa 10
18Pedras ou vi
draças, somos a resis
tência disso
aqui
11Descen
dência de tupi-gua
rani
10Guaraná pra brindar
nas calçada
20Vi
tanta indescên
cia de entu
pir, e o que diria
Zumbi?
131 bilhão no seu cartão não
compra minha
honra
16Independência ou
morte, menino lá da norte
19Sobrevivi no
corte, me atrevi a não depender da
sorte
15Boicote, vários foram pegos por um de
cote
18Só que ain
da existem homens de verda
de nessa terra
13E enxergaram o tama
nho dessa guerra
13Enquanto lá fora conti
nua a rixa
20Caem prédios, caem bombas, mas quando é que vai cair a
ficha?
[Refrão]
11Irmão, o mun
do não dá voltas
em vão
13Por
que heróis só
existem na tele
visão
11Digam: Viva a re
voilusão, viva!
9Viva a revoilusão, viva!
13Irmão, tem tanto
discurso e pouca ação
18Então que se dane, eu vou lutar com as mi
nhas próprias mãos!
9Di
gam: Viva a revoilusão
11Vi
va! Viva a re
voilusão, viva!
[Verso 3]
7Coio
tes na espreita
21Te obrigando a bater continência a quem vo
cê nem respeita
11Procuram sucesso
e a receita
21Passaram pela porta larga, meu time preferiu a
porta estreita
10Eu sou a conse
quência real
18Da violência, só que minha violên
cia é verbal
7Não pre
ciso me armar
24Porque a
té um samurai sem espada, é capaz de derrubar
só com o olhar
17Vem, porque
perto daqui
eu sei que exis
te um bom lugar
11Onde todos os guer
reiros vão parar
16(Se
Deus quiser), a gente ainda tem
muito pra andar
15E correntes já não vão poder mais
segurar seus pés
14Nossos pais confiaram, ances
trais confiaram
18E olha agora o que aqueles mole
ques se tornaram
20De
que lado você tá?
Dos que saíram pelo mun
do e falaram
17Ou
dos que entraram na biblioteca
e se calaram?
[Refrão]
11Irmão, o mun
do não dá voltas
em vão
13Por
que heróis só
existem na tele
visão
11Digam: Viva a re
voilusão, viva!
9Viva a revoilusão, viva!
13Irmão, tem tanto
discurso e pou
ca ação
18Então que se dane, eu vou lutar com as minhas pró
prias mãos!
9Digam:
Viva a revoi
lusão
11Viva!
Viva a revoilusão,
viva!
2Viva
7Viva a revoi
lusão
[Saída]
22Encontro vocês lá fora, on
de a gente
precisa e pode mu
dar! Fui!