[Verso 1: Rashid]
21A
nos e anos no deserto, com pouca esperança, quase
nenhuma
27In
certo, depositei
o peso da minha cruz na leveza
da escrita de u
ma pluma
12Abram-se os mares que eu
quero pas
sar!
14Pi
que Hamilton, com mil tons de cinza no o
lhar
17Porque
será que a corrente dos irmãos causa a
versão
10Mas a nos pés dos meus ances
trais, não?!!
8Ás em a
ção no fonema
10Pra incomodar
os “comédia”,
11igual o Sabota
ge no cinema
11Rou
bando a cena,
apenas fatos
20Pa
gando o pato enquanto vocês brincam de Pôn
cio Pilatos
25Ratos! Vi os grilhões e sermões dos senhores
que fizeram tantas na
ções de cobaia
31Pre
gando humilha
ções, mas se o mundo
presta congratulações
a miséria, eu pre
firo a vaia
11To tipo more fya
de Bob em Kaya
15Guiando a laia, permaneço
de atalaia
10Sem riso frouxo
pra humorista
20Que só se acha engraçado se fizer
uma piada racista
13E dependendo
do ambiente é
assim
12Rashid, o artista ou só mais um “
pardim”?
10Em vista
a quantos iguais a mim?
19Não pisam nem no jardim por não ter
a cara na
revista,
enfim
10Mas não se resolve um pro
blema
10Se não se
assume o pro
blema
11Tipo Colônia em Barba
cena
19Pondo os
pingos nos I’s, “chegamo” igual os pingos nos U’s,
trema!
9Difícil é amadu
recer
20Seu ego não pode ser maior do
que o que “cê” tem pra ofe
recer
9Eis a revolução in
terna
20A luta é longa mas
a glória da
vitória é e
terna
[Refrão: Coro]
9Êxodo, tire o peso dos
5Nossos ombros
e
9Me ajude a sair da
qui! (2x)
[Interlúdio: Rashid]
20Eis
que a liberdade bota a cara em
minha janela
e diz:
42“Você não pode ser escravo de nin
guém, ouviu?
Nem de si mesmo, ou de ideias antigas que não per
tencem a um ser huma
no que evoluiu
19Pois pra
se libertar
é necessário reconhe
cer a prisão
17Afinal, falsa liberdade
é a pior es
cravidão…”
[Verso 2: Rashid]
19Viemos de a
nos luz da melhora, de trilha sonora
um Blues
15Marchan
do rumo ao topo, ti
po o Jordan
no Bulls
16Convivendo com o lixo,
o luxo seria
um plus
14Mas do
que quebrar regras, queremos quebrar ta
bus
13Sem atalho, ao contrá
rio do ProTo
ols
16Fazendo da voz
um instrumento
a la Babylon
by Gus
3En
tendem?
22“Cês” tão preocupados com
a marra e eu com as amarras que nos
prendem
10Vendem conceitos
e pré-conceitos
14Teus
carrinhos tão cheios e e
les satisfeitos
9Mundão suspei
to e precoce
13Ninguém mais quer
fazer parte, quer tomar pos
se
9Quando eu vim
de Minas Gerais
19Não foi porque era ruim,
na verdade era
bom até demais
12Mas algo me dizia e ainda
diz
21Que era necessário mesmo todo o sa
crifício que eu
fiz
20Sem grana ou conforto,
o caminho mais torto, sem farol ou
porto
6Ninguém me res
ponde
21Porque é
indigesto vencer sendo
honesto,
tão raro que o gesto
6Te torna um
monge
20Cuidado
que a pressa é que diz quem tropeça, atento vou nessa
6Sabendo bem
onde
10Ponho meus pés com firmeza, “
morô”?
18Porque eu não quero chegar rápido, eu quero chegar
longe!
[Refrão: Coro]
9Êxodo, tire o peso dos
5Nossos ombros
e
9Me ajude a sair da
qui! (2x)