[Verso 1]
16Tava sozinho na minha, quando uma
menininha
8Também que ta
va sozinha
7Logo se
aproximou
17Veio toda
assanhadinha, não é que eu
sou galinha
14Por que
sai de fininha, foi ela
quem me chamou
13E foi dizendo logo tudo
que pensava
14Que a minha classe social nem
importava
14Que qualquer homem sem atitude
dispensava
14Mas tava fá
cil se envolver, eu
suspeitava
[Refrão]
12Que po
de ser ventos que
vem pra derrubar
11Só que isso eu não
posso nem deixar
11De correr,
me manter firme no lugar
10Pra Quizumba ne
nhuma me pegar
10Pra Quizumba ne
nhuma me pegar
[Verso 2]
15Não
adianta mesa branca, nem jogo de
tarô
13Porque só meu Senhor vai ver onde que eu
tô
17E o mano que
se dizia ser mano meu outro di
a
16Tava fazendo um som, que
ria uma me
lodia
13Me chamou até
fui, por que eu mal
nem via
15Nem
sabia que podia deixar falha
um dia
15E
só falava que é
nóis, e tamo jun
to rapaz
14Gostava da minha
voz, babava o
vo demais
13Me ligou:
Neguim, cola aqui na
festinha?
14Demoro até vou, vai eu e minha
pretinha
12Chegando lá aquele clima
de festa
16Eu tinha
um beck do bom, e o
mano se ma
nifesta
15E começou a falar, e
eu vendo qual
é que é
16Ele fa
lava pra mim e o
lhava pra mi
nha mulher
13E
eu pensei, não,
não, deve ser só im
pressão
17Tô sen
do bem re
cebido, o mano é até san
gue bom
15Mas não,
foi dito e feito, foi só virar as
costa
16Colou do lado dela e falou uma pá de
bosta
4Tipo assim
11O que que uma meni
na tão bela
12Ta fazendo com um neguin
de favela
15Ele colou um pouco perto do ou
vido dela
14Ele falou "que tal um
rolezin sem dar guela?"
14Ó meu senhor,
me livre dessas patifa
rias
15Eu quero a melodi
a, quero a sinto
nia
14Dai-me
sabedoria, cobra nunca se
cria
17Me proteja e
me livre des
ses vermes e das va
dia