[Verso 1: Edi Rock & Rinaldo BV]
15Esse lugar
é um pesa
delo periférico
14Fica no pi
co numérico de
população
16De dia
a pivetada
a caminho da es
cola
15A noite vão dormir enquanto os mano' de
cola
9Na farinha, han,
na pedra, han
12Usando
droga de monte,
que merda, han
14Eu sin
to pena da família
desses cara'
14Eu sin
to pena, e
le quer mais, ele não para
12Um exemplo muito ruim
pros moleque'
14Pra co
meçar é rapidinho e
não tem breque
13Herdeiro de
mais alguma Dona Maria
(
17Cuidado, senhora, to
me as rédias da sua cria'
)
15Porque chefe da casa trabalha
e nunca está
12Ninguém
vê sair, ninguém
escuta chegar
13O trabalho
ocupa todo o
seu tempo
15Hora extra é necessári
o pro alimento
10Uns re
ais a mais no sa
lário
14Es
mola de patrão, cuzão, milio
nário
14Ser escravo do dinheiro é isso,
fulano
15Trezen
tos e sessenta dias por ano
sem plano
12Se a es
cravidão acabar pra você
10Vai viver de quem?
Vai viver de quê?
13O sistema
manipula sem ninguém
saber
12A
lavagem cerebral te fez es
quecer
15Que andar com
as próprias per
nas não é difícil
11Mais
fácil se entregar, se
omitir
9Nas ruas áridas da
selva
19Eu já vi
lágrimas demais, o bastante pra
um filme de
guerra
[Refrão]
11Aqui a visão já
não é tão bela
17Não existe outro lu
gar, periferia (Gente pobre)
11Aqui a visão já
não é tão bela
19Não existe outro lu
gar, periferia é
periferia
11Aqui a visão já
não é tão bela
17Não existe outro lu
gar, periferia (Gente pobre)
11Aqui a visão já
não é tão bela
19Não existe outro lu
gar, periferia é periferia
[Verso 2: Edi Rock & Rinaldo BV]
13Um mano
me disse que quando
chegou aqui
16Tudo era mato e só se lembra de
tiro aí
16Outro
maluco disse que ainda
é embaçado
11Quem não morreu, 'tá
preso, sossegado
14Quem se casou quer cri
ar o seu
pivete ou não
15Cachim
bar e ficar doido igual
moleque, então
16A covardia do
bra a esqui
na e mora
ali
13Lei do cão,
lei da sel
va, han, hora de subir
13Mano, que treta, mano! Mó
treta, você viu?
12Roubaram o
dinheiro daquele
tio!
12Que se esforça sol a sol, sem descansar
15Nossa Senho
ra o ilumi
ne, nada vai faltar
14É uma pena, um mês
inteiro de tra
balho
15Jogado tudo dentro de um cachimbo, ca
ralho!
14O ódio toma conta de um trabalha
dor
13Escravo
urbano, um simples nordesti
no
13Comprou uma arma pra se autode
fender
16Quer encontrar o vagabundo que esta vez não
vai ter...
1Boi (
3Qual
que foi?
)
4Não vai
ter, boi (
3Qual
que foi?
)
16A revolta deixa o homem de paz imprevi
sível
15E san
gue no olho, impiedoso e
muito mais
12Com se
de de vingança e
prevenido
17Com ferro na cinta, acorda na
madrugada de
quinta
10Um pi
lantra andando no
quintal
12Ten
tando, roubando as roupas do
varal
15Olha só como
é o destino, inevi
tável
12O fim de vagabundo é lamen
tável
14Aquele puto que roubou ele outro
dia
14Amanheceu cheio de tiro, ele pe
dia
11Dezenove anos jogado'
fora
16É foda, essa noite chove muito porque Deus
chora
[Ponte]
14Muita pobreza, estoura a violência
12Nossa ra
ça está morrendo
mais cedo
10Não me diga que está tudo
bem
14Muita pobreza, estoura a violên
cia
12Nossa ra
ça está morrendo
mais cedo
10Não me diga que está tudo
bem
14Muita pobreza, estoura a violên
cia
12Nossa ra
ça está morrendo
mais cedo
10Não me diga que está tudo
bem
14Muita pobreza, estoura a violên
cia
12Nossa raça
está morrendo
mais cedo
10Ver—Ver—Ver—Ver
dade seja
dita
[Verso 3: Edi Rock]
15Vi só de al
guns anos pra cá, po
de acreditar
15Já foi bastante pra me preocupar com meus filhos
10Peri
feria é tudo igual
18Todo mundo sente medo de
sair de madrugada e tal
14Ultimamen
te andam os doido' pela
rua
14Lou
co na fissura, te estranham na lou
cura
14Pe
dir dinheiro é mais fácil que roubar,
mano
11Roubar é mais fácil que trampar,
mano
13É complicado,
o vício tem dois
lados
17Depende disso ou daquilo ou
não, 'tá tudo er
rado
13Eu não vou ficar
do lado de ninguém, por
quê?
8Quem vende droga pra
quem? Han
12Vem pra cá de avião, pelo por
to cai
16Não
conheço pobre do
no de aeroporto
e mais
9Fico triste por saber
e ver
19Que quem morre
no dia a dia é igual a eu e a vo
cê
[Saída]
20Periferia
é periferia! (Que horas são? Não sei respon
der!)
22Periferia é periferia! (
Milhares de casas amon
toadas!)
25Periferia é perife
ria! (Vacilou, ficou pequeno, pode a
creditar!)
20Periferia é periferia! Em qual
quer lugar (Gente po
bre)
29Periferia é periferia! (Vários bo
tecos abertos, várias escolas
vazias!)
27Pe
riferia
é perife
ria! (E a mai
oria por aqui se
parece comi
go)
25Periferia
é periferia! (Mães chorando, irmãos se ma
tando, até quan
do?)
20Periferia
é periferia!
Em qualquer lugar (Gente
pobre)
22Periferia
é perife
ria! (Aqui, meu irmão, é cada um
por si!)
26Pe—Periferia é periferia! (
Molecada sem futuro, eu já consi
go ver!)
18Periferia
é perife
ria! (Aliados droga
dos!)
22Pe—Pe—Periferia é periferia! Em qualquer lugar (Gente po
bre)
25Periferia
é perife
ria (Deixe o crack
de lado, escute meu
recado)