[Verso 1: Projota]
14A vida continua só
não sei pra onde vai
7Ela ace
lera e
2ban
zai
4E
eu digo
2don't
cry
11nosso po
vo precisa da
nossa voz
15Até
o final desse rap morrerão mais
dez de nós
15É nos
sa sina, nosso carma, como os
ancestrais
16Se a vida
ensina uma morte
ensina bem
mais
20Mas se o co
nhecimento depende da perda e da dis
tância
15Eu pre
feria poder seguir na igno
rância
13Poucos homens são reis,
todos os homens
são réus
14A odalisca te conquista, sem descer os véus
16Enxergue através desse lu
xo e o lixo verá
16Comporte-se então como bicho e um
bicho será
13O pla
no é divi
dir a terra pros
irmãos
15Mas sempre fica cego o lavrador que traz
os grãos
20Entre dividir
e assim ficar, ou iludir e triplicar seus grãos
12Nasce
a corrupção e lavam-se
as mãos
15Quando lu
tarmos nessa guerra unidos de
fato
15Se
remos Legião Urbana mesmo sem Re
nato
18Façamos um trato, devolvam nossas vidas, e eu me
calo
10Neguim pega as arma no
mato
[Refrão: Drik Barbosa, Projota]
12Silêncio, diz a placa do hos
pital
10Na UTI o nosso mano
tá mal
8E eu me
reço mais, bem mais
15Que o silêncio
que diz a placa do hos
pital
14Me per
mita dizer que eu me
reço mais, bem mais
[Verso 2: Projota]
12Calem-se, falem-se im
prescindível for
15A indefinível cor do indes
trutível rancor
17Impossível ser melhor se o pior que
existe em nós
20É ca
nalizado, entubado pra ser
atirado contra os boys
10Vão, quatro pretos em
um chevette
8Mãos pra cima
se repete
13Perna aberta, coronhada
joelhada
9Teti-a-teti
pega nada
4Encomenda
12chegou hoje de manhã de
mobillete
15Você já sonhou com tudo e acor
dou com nada?
20Forjei meu próprio es
cudo, contra a minha própri
a espada
20A imagem
do meu povo é uma tia cansada,
calejada
15Dessas que cê lo
go vê tem cara de
empregada
15Terra dourada, ó
pátria amada mãe gentil
15Escondeu tanta merda que a privada entupiu
10Se transformou num ri
o de fezes
18Essas fezes são arremes
sadas contra o pró
prio povo
4Que te construiu
15O fazendeiro desconhece o nos
so tamanho
13Já
tá na hora da revolta
do rebanho
15A
gora é nossa vez, os moleque
tão na sede
16Pra
cobra e eu não queria tá na pele de vocês