[Intro: Terra Preta]
12As pernas doem e o suor
escorre
18E veem no rosto pá
lido de um homem que não é ninguém
12Vai trabalhar, guerreiro, vai trabalhar, bem!
[Estrofe 1: Projota]
15Mais um di
a comum na nossa vi
da comum, com fé
10Se
nhor, nos leve pra
onde quiser
14Proteja nossos
corpos e nos man
tenha de pé
17Que eu possa entrar e sair vivo de um
metrô na Sé
16Seria engraçado se não fosse de
sesperador
16Aos olhos de quem me governa, é esse
o meu valor
15Sardinhas enlatadas são jogadas
ao relento
15Folhas secas sem vida vão levadas
pelo vento
13A rai
va toma conta, muita treta,
normal
13Nasce
agora um assassino se
rial
15Prefeito que dá o aval, avisa já pra
geral
17"Economiza porque o
buzo vai subir mais um
real"
17Meia dúzia
na rua derruba buzo, incen
deia
20Alguns sem
vê, sem nada,
abusam e só
falam da vida a
lheia
8Mas a ci
dade tá
cheia
20Quanto mais gente, mais impostos, mais lucro pros líde
res da aldeia
[Refrão: Projota, Terra Preta]
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
12Ô, cobrador, deixa os menino
passar
19Vou so
frer uma hora e meia e ainda tenho que
pagar
14Libe
ra ae, porque tá caro pra caraio
17E
eu não achei meu dinheiro na bosta,
deu mó trabalho
[Estrofe 2: Projota (Terra Preta)]
13Cui
dado onde pisa, pois
pode ser meu pé
15Cui
dado onde alisa, pode
ser minha mulher
14Veja quem manifesta, o e
xército de Zé
15Cuidado com o que testa, pois po
de ser minha fé
8Meu povo
quer ver melhorar
18Porque dá mais trabalho chegar no trabalho
do que trabalhar
14Mais tarde, quando vo
cê ver o pivete roubar
21É por
que o pai dele tava no buzão em vez de tá
lá pra educar
13Meu povo tá cansa
do, já nem se queixa mais
16Se vê acos
tumado e vive es
sa guerra em paz
14Meu povo sente fome, tem que
ganhar dinheiro
17Pra isso precisa ser o que
não quer o dia inteiro
12Hoje
eu vô pular catraca, na moral
19Não vou pagar dois e pou
co num servi
ço que não vale
um real
20Tem um pilantra compran
do iate, enquanto a gente se
bate
15Pra
pagar pra ele à vis
ta a ceia de
Natal
13(
Navio Negreiro hoje não
difere cor)
17Amonto
a e leva pra lavoura qual
quer trabalha
dor
12As mãos cansa
das pendura
das na barra
19De
uma gente que cho
ra, mas nunca perde
rá a sua
garra
16São Paulo é
uma cadeia? Faço a re
belião
17Queimar colchão pra ver
se alguém melhora a si
tuação
14Ninguém se move,
ninguém se machuca
rá, então
13Enquanto isso eu vou cantando
no buzão
2Assim…
[Refrão: Projota, Terra Preta]
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
13Me diz quem tem que acor
dar assim… (
É nóiz!)
12Ô, cobrador, deixa os menino
passar
19Vou so
frer uma hora e meia e ainda tenho que
pagar
14Libe
ra ae, porque tá caro pra caraio
17E
eu não achei meu dinheiro na bosta,
deu mó trabalho