[Verso 1: Projota]
15O homem que não ti
nha nada acordou bem cedo
13Com a luz do sol já que não
tem despertador
16Ele não ti
nha nada, então também
não tinha medo
14E foi pra luta como faz um
bom trabalhador
17O homem que não tinha
nada enfrenta
um trem lotado
13Às 7 horas
da manhã com sor
riso no rosto
16Se despe
diu de sua mulher com um
beijo molhado
14Pra provar do
seu amor e pra
marcar seu posto
14O homem
que não tinha nada
tinha de tudo
16Artrose, ar
trite, diabetes
e o que mais tiver
16Mas ti
nha dentro da
sua alma muito conteúdo
17E mesmo
sem ter quase nada, ele ainda ti
nha fé
15O homem
que não tinha nada,
tinha um trabalho
14Com um esfre
gão limpando aquele chão
sem fim
18Mesmo que alguém sujasse de propósi
to o asso
alho
16Ele sor
ria alegremente e di
zia assim:
[Refrão: Negra Li]
8O ser humano é falho
7Hoje mesmo eu
falhei
7Ninguém nasce sa
bendo
7Então,
me deixe tentar!
8O ser humano é
falho
7Hoje mesmo eu falhei
7Ninguém nasce sa
bendo
7Então, me deixe tentar!
[Verso 2: Projota]
15O homem que não
tinha nada tinha Marisete
17Maria Flor, Marina, Mário que era o seu
menor
8Um
tinha 9, uma 12 e
outra 17
11A de 40 sempre
foi o seu amor
maior
15O homem que não tinha nada ti
nha um pro
blema
15Um dia antes, mesmo, foi cortada a su
a luz
16Subiu no poste, experiente, fez o seu es
quema
15E mais à
noite refor
çou o pedido pra Je
sus
15O ho
mem que não tinha
nada seguiu sua
trilha
17Mesmo caminho, mesmo
horário, mas foi diferen
te
18Ligou pra ca
sa pra dizer que ama
va sua família
16A
cho que ali já pressen
tiu o que vinha na
frente
9O homem
que não tinha
nada
13Encontrou outro homem
que não tinha
nada
9Mas esse
tinha uma
faca
16Queria o pouco que ele
tinha, ou seja,
nada
15Na paranoia, nóia, quem não ga
nha te a
taca
18O homem
que não tinha
nada agora já não ti
nha vida
12Deixou pra
trás três filhos e sua mu
lher
12O povo queimou pneu, fechou ave
nida
8E escreveu no asfalto
7Sauda
de do Josué
[Refrão]
8O ser
humano é falho
7Ho
je mesmo eu falhei
7Ninguém
nasce sabendo
7Então, me deixe tentar!