Projota Meninos

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[Intro: Projota]

11Que todos eles me ouçam agora
[Verso 1: Projota]

16Se faz a luz, deitado em berço não tão esplêndido
18Quanto quer foi escolhido a dedo, alimentado na
14Seus pés pequenos crescerão, seus atos tecerão
14Seus destinos meninos são nossa ressurreição
13Obras divinas que portam sonhos e sinas
18A nova chance de uma correção, limpeza das latrinas
20Um suspiro em meio ao caos, sementes de maus ou bons caminhos
24Meninos gostam de meninas, meninos disputam espaço com outros meninos
16Donos do mundo e vão cobrar seus inquilinos (né, não?)
18Nem todos vencerão o pódio não é grande o bastante
18E poucos podem pisar nesse chão, então eles se armarão
19Se encherão de vida ou de morte, os com menos sorte cairão
18Hoje eu falo de vida pra que vida sejam os meninos
14E os meninos sejam bikes nas avenidas
[Refrão: Projota]

6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
14A esperança desse mundo sem noção (irmão)
6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
12A esperança desse mundo sem noção

[Verso 2: Correria]

18Sem direito à infância, vivendo na ignorância
17Desde cedo lhe tiraram o direito de ser criança
16Vivendo então no farol, seja na chuva ou no sol
18Não teve oportunidade, são sabe o que é futebol
16Se divertir? Hilário! Função? Com os malabares
15Cresceu se acostumando em vielas e bares
12Habitat normal vem dos seus genitores
14Traficante e ladrões que são seus professores
16Sua formação ninguém sabe, como será o seu fim?
13Certeza absoluta pode ser bem ruim
17Queria deixar essa vida, não encontrou a saída
14Com certeza mais tarde, outra noite perdida
17Alucinado, drogado, menino anda assustado
15Não sabe do seu futuro, triste foi seu passado
15Não frequentou a escola, não sabe nem escrever
13Na minha reflexão, meninos vão falecer
[Refrão: Projota]

6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
14A esperança desse mundo sem noção (irmão)
6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
12A esperança desse mundo sem noção

[Verso 3: Rashid]

10São mais de 12 horas, menos de 12 anos
10Pra por 12 molas no pé, de 50 mil manos
16Dezenas não, centenas não, milhares que vão suando
13Pra alimentar a demanda dos paquitão'
17Que tão montando império, do sofrimento alheio
16Cifrão pra quem explora, e ameaça sem receio
15Não dão a mínima, pra quem não tem mais esperança
19E apagam o brilho de quem ainda sonha com o recreio
10Em vão, sem bolacha na lancheira
15Irmão, sem brincadeira, sem rolimã na ladeira
15Missão descrição, esquecer o mundo e trabalhar
22Saber que 'tá fazendo o sapato que ele próprio nunca vai usar
11Soldadinhos de chumbo em seu posto
19Odeia um milhão de pessoas que nunca sequer viu o rosto
16A seu posto, se matar parece o melhor a fazer
13Impossível! Quem não vive não pode morrer
2Então
[Refrão: Projota]

6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
14A esperança desse mundo sem noção (irmão)
6Tantos meninos vem
6Tantos meninos vão
6Tantos meninos tem
6Tantos meninos não
6Tantos meninos sem
6Tantos meninos são
12A esperança desse mundo sem noção