Piruka Saudade C Clarinha

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End rhyme Internal rhyme
[Refrão]

5A saudade vem
5Mas pensa por bem
15Se um dia 'tiveres mal quem é que vai ‘tar p'ra ti?
7Não devemos a ninguém
8Vou pensar em mim primeiro
15Porque ninguém pensa em nós se não pensarmos assim
[Verso 1]

10Eu lembro quando era criança
11A vida era tão mais bonita lá
15Tu nunca percas esperança na tua pessoa
12Que um dia a vida vai-nos lá levar
8Somos meninos da mamã
19E p’ra quem nunca teve nada o pensamento é ficar rico
18Agora mesmo que amanhã a vida nos leve embora
22Porque na nossa cabeça quem é nosso fica cá е vai ter tudo na vida
17Acredita tudo passa a ver sе eu passo por cima
19Querem vir espetar a faca, ainda te pisam a ferida
21Se a vida é p’ra aprender eu quero ‘tar perto de quem me ensina
24E então tu vira a página, tu vira a página, tu vira a página
17É, eu aprendi a vender lágrimas, a vender lágrimas
9E verbaliza, eu sei de cor
15O cérebro paralisa se canaliza a dor
15Eu pintei uma Mona Lisa numa brisa nossa
18Vi que a vida estabiliza ao ser uma vida nova
14Mas olha que a antiga vem-te pôr à prova
15Toda a gente chora e toda a a gente ri
14P’ra muitos o que é muito é o pouco p’ra ti
14Ninguém dura pra sempre, dá valor se ‘tás aqui
11Tudo tem princípio, meio e fim

[Refrão]

5A saudade vem
5Mas pensa por bem
15Se um dia 'tiveres mal quem é que vai ‘tar p'ra ti?
7Não devemos a ninguém
8Vou pensar em mim primeiro
15Porque ninguém pensa em nós se não pensarmos assim
[Verso 2]

16Eu ‘tou aqui a estipular uma vida para mim
17No fundo sou bipolar e ouço que a guitarra chora
17Eu vou parar de especular, 'tou aqui a articular
24Eu sou peculiar e sei que muito não concorda que o país ‘tá um buraco
15E o tempo a nós deixa-nos fracos, é um facto
20Eu não quero viver com o Diabo e agora tenho um pacto
18Cresci no meio da guerra é assim que somos ensinados
16Criados como animais à procura do capital
13Nós não somos iguais e nunca vai ser igual
18Aquilo que nós passamos e a verdade que nós levamos
15Só fazes parte dela na hora de ler o jornal
10E tu acredita eu ‘tou (Oh, oh)
18A viver num mundo à parte daquilo que eu já fiz parte
10Porque hoje eu não acredito
18Agora só se vê dinheiro, outrora só se via arte
15Tu não penses em calar-me, eu vou falar mais alto
19Os homens vão-te pôr na ponte à espera que tu dês o salto
12E tu, em ti quem não acredita és tu
12E o dono da minha verdade sou eu
17Que eu sei que muito já quebrou e sei o que me faz falta
19Não aguentas, dá um tiro no cornos e escreve uma carta
10Verbaliza, como nós há poucos
6Fome faz a raça
16Eu continuo com o meu produto na minha praça

[Refrão]

5A saudade vem
5Mas pensa por bem
15Se um dia 'tiveres mal quem é que vai ‘tar p'ra ti?
7Não devemos a ninguém
8Vou pensar em mim primeiro
15Porque ninguém pensa em nós se não pensarmos assim