[Verso 1]
13Hoje acordei com pensamentos sui
cidas
9Numa das
mãos uma pis
tola
10Na outra, fotos das minhas
filhas
16A sociedade en
sina-te a ter duas
vidas
18A
que tens e a que
disfarças por não teres a que que
rias
15Só mais um
comprimido, insónia não me
larga
16Sou seguido por milhares, mas sou eu quem os a
fasta
16A maioria vê os carros, o
ouro, e a
casa
20A minha família vê o André
sempre com o pé na es
trada
19Como é que eu explico às pequenas que o pai tem pro
blemas?
17Por isso
é que nem sempre as recebe com um
sorriso
19A minha agenda traz-me algemas, eu vivo preso a
ela
15E à pressão de ter que me sentir bem su
cedido
17Recebo chamadas do bairro,
mais dinheiro, mais ajuda
17E eu ajudo porque parte de
mim ainda lá
vive
16Ou talvez ainda faça p'ra a
limentar a
farsa
15De
os tentar convencer que ainda sou hu
milde
17Não
distingo quem me odeia de quem
ama, quem me
queima
14De quem
chama, eu vou
vivendo em fogo posto
20Oiço a voz
da minha velha a dizer que eu 'tou um
homem feito
12E eu nem me
sinto de car
ne e osso
14Mas é nela e nas minhas filhas
que eu penso
19Quando
algo me convence a aproxi
mar do precipício
13Ouve, esta de
pressão a mim
não me vence
21Por
que eu sei que em cada amanhã existe um novo
início
[Refrão]
13Encontra-te comigo a meio da pon
te
16Diz-me que o nevo
eiro esconde o horizonte
16Que me ajuda a entender o que eu faço a
qui
16É que anjos não falam, mas ouço-
os a chamar
por mim
10(Por mim, por mim) Por mim (Por mim,
por mim)
13Encontra-te comigo a meio da
ponte
16Diz-me que o nevoeiro esconde o hori
zonte
16Que me ajuda a entender o que eu faço a
qui
16É que anjos não falam, mas ouço-
os a chamar
por mim
10(Por
mim, por mim) Por mim (Por mim, por mim)
[Verso 2]
16(Hey) E eu também tenho dias que ao
chegar em casa
15Tenho
de enxugar a lágrima
e dizer: "Cheguei"
16Pouco con
segue entender o peso da minha
cara
12Mas
conseguem
falar do que eu conquistei
16Ou se
falar em de
pressão, penso: "Será
isto, ou não?"
15Ando a viver com máscaras diariamen
te
19Porque
homem que é homem
chora, e a vida não cola
bora
14Mos
tro-me vivo por
fora, a morrer por dentro
18Se trabalhamos por dinheiro, o
meu traba
lho dá dinheiro
18Porque é que hoje há dinhei
ro e eu sinto um vazio?
18Eu sem
pre quis ser o primeiro ,e quando me
vi em primeiro
6(Huh)
O meu sonho ruiu
13Eu penso: "
O que é que eu faço
agora?"
9Sinto o meu país
nas costas
15À espera de uma falha ou do ser per
feito
20Tu vives a vida que querias e agora dizes que não gos
tas
15Porque eu amo a mú
sica, mas fama o
deio
12Eu fiz
a cama em que me deito, eu sei
17Se
errei, tinha dificul
dades em ver os meus de
feitos
18Mas a
gradeço e não me quei
xo, e o ho
mem que me tornei
16Tornei-me num pai de família
com balas ao
peito
15E eu acordo
com pensamentos suicidas
sempre
16Graças
a Deus há quem
me afaste do precipí
cio
13Ou
ve, esta depressão a mim não me ven
ce
21Por
que eu sei que em cada amanhã existe um novo iní
cio
[Refrão]
13Encontra-te comigo a meio da pon
te
16Diz-me que o nevo
eiro esconde o horizonte
16Que me ajuda a entender o que eu faço a
qui
16É que anjos não falam, mas ouço-
os a chamar
por mim
10(Por mim, por mim) Por mim (Por mim,
por mim)
13Encontra-te comigo a meio da
ponte
16Diz-me que o nevoeiro esconde o hori
zonte
16Que me ajuda a entender o que eu faço a
qui
16É que anjos não falam, mas ouço-
os a chamar
por mim
10(Por
mim, por mim) Por mim (Por mim, por mim)