Paulo-de-carvalho And Carlos Do Carmo Lisboa Menina E Moca

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End rhyme Internal rhyme
10Uma bola de pano, num charco
10Um sorriso traquina, um chuto
10Na ladeira a correr, um arco
8O céu no olhar, dum puto
13Uma fisga que atira, a esperança
9Um pardal de calções, astuto
9E a força de ser, criança
11Contra a força dum chui, que é bruto
11Parecem bandos de pardais à solta
6Os putos, os putos
12São como índios, capitães da malta
6Os putos, os putos
7Mas quando a tarde cai
6Vai-se a revolta
8Sentam-se ao colo do pai
8É a ternura que volta
12E ouvem-no a falar do homem novo
8São os putos deste povo
9A aprenderem a ser homens
9As caricas brilhando, na mão
10A vontade que salta, ao eixo
7Um puto que diz, que não
10Se a porrada vier, não deixo
12Um berlinde abafado, na escola
10Um pião na algibеira, sem cor
8Um puto que pedе, esmola
11Porque a fome lhe abafa, a dor
11Parecem bandos de pardais à solta
6Os putos, os putos
12São como índios, capitães da malta
6Os putos, os putos
7Mas quando a tarde cai
6Vai-se a revolta
8Sentam-se ao colo do pai
8É a ternura que volta
12E ouvem-no a falar do homem novo
8São os putos deste povo
9A aprenderem a ser homens
7Mas quando a tarde cai
6Vai-se a revolta
8Sentam-se ao colo do pai
8É a ternura que volta
12E ouvem-no a falar do homem novo
8São os putos deste povo
9A aprenderem a ser homens