Nando-reis A Tulha

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[Verso 1]

23Sombras brotam sobre o chão, do alto sólido avião destoa (reflexo)
22Ondas valsão convulsão, o mar revolve pedra em grão, garoa (conexo)
22Cinco dedos cada mão, são cinco filhos, quatro irmãos na soma (convexo)
22Sinto medo sem razão, eu cismo tenso em aflição à toa (perflexo)
[Refrão 1]

21Tudo penso, o pensamento é muito aumento, escuro, alento
17Que vai lento ali no centro está dentro e nunca sai
21E as crias, a magia, nostalgia, analogia, alegria
4Ficou pra trás
[Declamação 1]

22Vivo com nostalgia e tristeza a lembrança de minha infância
14Desconhecido medo e incessante sonho
21Ladeados no banho do dia a dia gélido e escaldante
17Sexo elétrico em frêmito percorrendo o corpo
20Rio despencado como catarata do Iguaçu paulistano
18Despencando do hemisfério morte do cérebro azul
20Como o sangue de um reis para o hemisfério cumbilical
12Feito avesso de nutrição e fezes
24De reza-sopa-de-biblinha mais velocípede-roda-de-pipoca igual eu
16Nas pedras cor de tijolo e muro de canjiquinha
4O mesmo eu
19Único de luto no féretro do peixe-morto ex-dourado
24Enfiado no caixão/caixinha de fósforo sepultado no cubocanteiro
18Ao lado da capelinha, dois solenes soldados butijões
19Empávidos a gazôsoluçar inaudíveis parcas lágrimas
11Evaporadas em pesar profundo
12E eu, anelado pelo medo letal
10Medo de sempre, o mesmo medo
14Medo e medo mesmo de demonstrar o medo
12De mostrar ter medo, de chorar por medo
10De morrer de medo e dor, medor
14Secura potável na esponja encharcada
16Do meu pensamento infernal, do fogo do inverno
8Com o gozo do inferno
16Fui parido, não nasci e não nascido por não nascer
16Fui achado dentro de um coador de pó de café
16Jogado numa lata de lixo de metal sem tampa
26Pinto no lixo, me refestelei dessa solitária e inusitada condição

[Refrão 2]

19E as fagulhas, as patrulhas, aleluia cuia-incúria
14Se borbulha, o milho a tulha que debulha
15Se ajoelha sobre os soltos poucos pobres grãos
7Eram sonhos, só sonhos
5Era carnaval
8Não tem hora pra acabar
[Declamação 2]

23Ter pais que me deram nome e sobrenome, que me deram paz, paíz origem
22Gens de grãos torrados, moídos, coados, sorvidos da prata manjedoura
15Rubro Cristo na encruzilhada de querer, mas não
17Morrer pelos pecados dos outros sem poder pecar os meus
5E como pequei!
26Essa é a história de um pecador nãoscido no lado de baixo do Equador
21Brasil, São Paulo Capital, Jardim Paulistano, Rua Santa Cristina, 217