[Verso 1]
17Nosso amor começou
certo dia no banco da
praça
17Eu a vi seguran
do um caderno, sentada com
graça
17Meu olhar encontrou
seu olhar miran
do um passa
rinho
16Machu
cado, ferido, sangrando, fora do seu
ninho
18Ela levantou e se aproximou
da pequenina
ave
18Que tentava
em vão atingir o alto de sua árvore
16Foi então
que a vi der
rubar um modesto len
cinho
18Que
depressa apanhei e tentei
lhe entregar com ca
rinho
[Refrão]
15Mas eu pensei
que o amor só fosse a
legria
11Nun
ca imaginava que amando
9Fosse infeliz al
gum dia
[Verso 2]
17Percebi que o len
cinho da moça esta
va molhado
18E
eram lágrimas que
escorriam de seu rosto páli
do
17Condoído tentei lhe falar,
mas minha voz não sa
ía
18Em minha vida intei
ra, jamais moça tão linda eu
vira
18Estendi minha mão para o lenço à
donzela en
tregar
20Mas senti sua mão muito fria como
se ela fosse des
maiar
19Eu
depressa peguei a mocinha e carreguei-
a em meu colo
21E, sem
querer, esmaguei
o bichinho que estava fe
rido no solo
[Refrão]
15Mas eu pensei
que o amor só fosse a
legria
11Nun
ca imaginava que amando
9Fosse infeliz al
gum dia
[Verso 3]
19Sem
saber o que eu iria fazer, continuei cami
nhando
18A boneca em meus braços
caída e eu apaixo
nando
18Eis que então um garoto de mim se aproxima cor
rendo
23"Ela é minha irmã e está muito doente," ele foi logo di
zendo
18Me
pediu que levas
se a maninha em sua mora
dia
20"Minha mãe já morreu, o meu pai se mandou, moramos com uma
tia"
19Logo chegamos
e assim que adentrei à singela ca
sinha
19No sofá,
estendi com cuidado
a minha doce prince
sinha
21Mandei o garo
to chamar de ime
diato um doutor da
cidade
21En
quanto a tia choran
do agradecia
a minha ca
ridade
19O doutor lo
go assim que adentrou,
a sua testa fran
zia
19E ao sair ainda me cochichou: "Ela só tem poucos
dias"
19Já e
ra noite e eu tinha
que deixar a formosa donzela
20Da calçada, ainda olhei
a menina
através da janela
15No portão, entreguei ao irmão o meu en
dereço
17"
Precisamos curar
a menina seja qual for
o preço"
[Refrão]
15Mas eu pensei
que o amor só fosse a
legria
11Nun
ca imaginava que amando
9Fosse infeliz al
gum dia
[Verso 4]
18Passei os
dias indo vi
sitar a minha flor
mais doente
20Meu coração,
cada vez que a
via, queimava mais que aguar
dente
21Nem com re
médio nem medicamen
to a menininha melho
rava
23Cada vez que a pe
quena me vi
a, de tanto chorar
os seus olhos in
chavam
25Mas foi numa
manhã quando eu i
a saindo que o
irmão trouxe a notí
cia
21A me
nina já estava
morrendo, era pra eu ir com urgên
cia
22Cheguei
correndo e a po
bre ao me ver falou em seu último sus
piro
20"Nos
so amor só está começan
do agora
que eu me re
tiro"