Mundo-segundo Vida Facil

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[Intro: Excerto do Poema "A Cena Do Ódio", de Almada Negreiros]

7"Tu, que te dizes Homem!
10Tu, que te alfaiatas em modas
12E fazes cartazes dos fatos quevestes
12P'raque se nãovejam as nódoas de baixo!
7(...)Tu quete dizes Homem!"
[Verso 1: Mundo Segundo]

14Não é quantas vezes cais, é quantas te levantas
14Quantas vezes sais para bulir até às tantas
15vejo gargantas, quantas ilusões de artistas
15Quantas enveredadas em palcos e entrevistas
14Muitos destes putos não sabem o quanto custa
16Torram dinheiro sem poupar para uma queda brusca
18Meu Deus até assusta, tal é o nível de ignorância
19Faço uma prece por estes jovens no jardim de infância
16Vejo a desinformação ser notícia do dia
16Dessensibilização, dormência e apatia
15No mundo digital a estupidez é gratuita
15Na autostrada da informação a verdade não transita
16Cancelamento humano, o brilho do estatuto
15Mais um milhão se seguidores, figuras de culto
13Mais um cego sem visão, já homem adulto
15Transmissão na audição, o teu amigo oculto
[Refrão: David Cruz]

12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna ágil
9Se o topo não te faz refém

12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna frágil
10Se é o topo que te faz refém
[Verso 2: Mundo Segundo]

14Não é quantas vezes cais, é quantas te levantas
14Quantas vezes sais para bulir até às tantas
16Para garantir que esse teto se mantém intacto
17Para garantir que esse feto nunca veja o saco
20Para que a família não conheça a visita ao domingo
16Quem joga com liberdade é raro fazer o bingo
16Na chuva de azar é raro passar entre o pingo
14Eu prefiro ‘tar na paz a fumar do cachimbo
16A fazer da folha branca o meu único vício
16E se for ‘pa partir ossos, que sejam do ofício
18Com o foco do início e a mesma fome de sempre
18Um passo do precipício encaro a morte de frente
14E sem temer avanço, 'tamos todos na fila
15E eu jamais me canso de pôr no mapa a Vila
15Enquanto o céu cintila por quem partiu na luta
14Carregas na mochila esse peso da culpa
[Refrão: David Cruz]

12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna ágil
9Se o topo não te faz refém

12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna frágil
10Se é o topo que te faz refém
[Outro: David Cruz e Mundo Segundo]

12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna ágil
9Se o topo não te faz refém
12Quem te disse que a vida era fácil
8Podes crer, enganou-te bem
10A montanha só te torna frágil
10Se é o topo que te faz refém