[Verso]
7Segundo o an
cião
7To
dos nascem com
o dão
15Mas poucos são os que praticam a
quilo que pregam
13Não ab
sorvas a lição de
quem não tem moral
15O tempo é só
uma ilusão, sê
intemporal
15Sensível, sensato, não egocêntri
co ingrato
18Não vivas de o
lhos fechados aprende a usar o tacto
15Não sejas levi
ano, esprei
ta por trás do pano
18Toda a gente tem algo
podre a acumular no cano
16A imperfei
ção é um traço comum
entre os mortais
16E quem te disse que
somos melhores
que os animais
15Fala
mos mal do consumo mas
somos consumistas
14De dia santos, à noite sado
masoquistas
15Se dobramos con
quistas para disfar
çar derrotas
8[?] a grandes ma
ços de notas
16Como calo
tas à deriva, buraco
na camada
16A estufa e o seu
efeito não nos
dizem nada
16Até termos o nível da agua à por
ta de casa
15E veres o
mar a transbor
dar nessa mente rasa
16Aquilo que te atrasa, é o mesmo
que te prende
14Aqui tudo se compra, aqui tu
do se vende
14Não
vejo homens livres,
vejo apenas reféns
15Para mal dos nossos
pecados, agarrados a bens
16Somos diferen
tes mas no fundo somos
todos iguais
12O que uns tem a menos, outros tem a mais
[Outro]
13Algo na escuridão, lá
vem o ancião
13Calvo, calmo, barba ruiva, caja
do na mão
7Segun
do O Ancião
7Segundo O Ancião
13Al
go na escuridão, lá vem o ancião
16Em cada ruga
uma história de ma
turação
7Se
gundo O Ancião
7Se
gundo O Ancião