Mundo-segundo O Brilho De Viver

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[Intro: Mundo Segundo]

11Por vezes faço viagens no tempo...
27E apesar de fisicamente ser impossivel, mentalmente eu consigo-me transportar
[Verso 1: Mundo Segundo]

18Será que sentes a minha falta como eu sinto a tua?
18Um sorriso e um abraço quando cruzávamos a rua
19As coisas simples desta vida agora estão fora de moda
19Tanto ódio em demasia o amor esse já não sobra
19Nenhuma imagem supera a bagagem da minha mensagem
12Profissão de risco sigo com coragem
17Sempre fui um homem de fé, altruísta e pró-ativo
17Dеi um teto e dei a mão até ao pior inimigo
19Quando еu digo que não somos iguais não falo em matéria
18Meus valores e ideais firmes circulam na artéria
18'Tou a fugir da miséria como narcos da polícia
17Tanta fama sem proveito prefiro não ser notícia
14Fico no meu canto guardo para mim os factos
17Escrevo muitas palavras mas destaco-me pelos atos
18Manter a sanidade esse é o único objetivo
15Garantir um futuro, será que estarei vivo?
17Vivo o presente humilde simples sem deslumbramento
17Na vida tudo é fugaz aproveita o teu momento
16Sente a brisa do vento, o sol a bater na face
19Purifica a alma deixa que a natureza te abrace
20Fluo como água onde afogo o peso da minha mágoa
14Livre esta borboleta também já foi larva
18Sou o abraço que afaga essa tristeza compartida
21O ombro onde a lágrima seca dando novo alento á vida

[Refrão: Macaia]

15São imagens que dão cor divina á minha alma
11Uma visão mais profunda do meu ser
11Como o reflexo do sol na água
10Espelhando o brilho de viver
[Verso 2: Mundo Segundo]

18Será que sentes a minha falta como eu sinto a tua?
17Tu partiste sem aviso e esta dor não atenua
19Porque a rua está diferente, as ilhas estão vazias
17Putos a brincar lá fora só mesmo em fotografias
20Memórias que não olvido a infância e o convívio
19Entre mim o Artur o Ricardo o Júlio e o Sílvio
19Juntos partilhamos a história de um pai que partiu cedo
16Homens da casa vestem as calças do cota sem medo
16Não me apontes o dedo não sabes o que eu passei
13Quantas vezes chorei agora chamam-me rei
16Mas eu nem sei o que isso é caminho sem coroa
17Esse peso do poder que o diabo amaldiçoa
20O amigo que atraiçoa quando a inveja é soberana
17Forte como as promessas que fazes doente de cama
11Certo sou flor que nasce no concreto
17Com raízes mais profundas do que as estações do metro
15Subsolo criado pelo fado desde o colo
18De peito aberto redigindo emoções que não controlo
18Meu rap de hoje e de sempre o mesmo de antigamente
20Pois já lá atrás eu sabia o que se iria passar à frente
17É o dinheiro traz inimigos transforma as pessoas
17Cego por ter ou não ter quando a ele te afeiçoas
16Frágil como canoas sempre prestes a ir ao fundo
17Olhar profundo despido e puro como vim ao mundo

[Refrão: Macaia]

15São imagens que dão cor divina á minha alma
11Uma visão mais profunda do meu ser
11Como o reflexo do sol na água
10Espelhando o brilho de viver
15São imagens que dão cor divina á minha alma
11Uma visão mais profunda do meu ser
11Como o reflexo do sol na água
10Espelhando o brilho de viver