Mundo-segundo Ilustre Desconhecido

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[Intro: Excerto do poema "Às Vezes", de Alberto Caeiro]

12(...) em dias de luz perfeita e exata
18Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter
11Pergunto a mim próprio devagar
9Por que sequer atribuo eu
6Beleza às coisas
[Verso 1: Mundo Segundo]

14Cada vez que caio eu juro que recomeço
16Na vida não há ensaio o guião não foi impresso
14Inimigos rezam pelo insucesso final
16Já vestem de preto a anunciar o meu funeral
16Meu real anjo da guarda, tem o escudo colossal
17É ele que me abriga e protege de todo o mal
13Abutres que pairam nas encostas do vale
15A sonhar com uma carcaça sem um ponto vital
14Que Deus me proteja dos olhares da inveja
13Dos falsos profetas à porta da igreja
13Eles querem a cabeça numa bandeja
14Como aquele que fareja o que sobeja
10Tanta sanguessuga, tanto verme
11Agarrado à minha epiderme
9Eu jamais serei paquiderme
11Se eu for que o doutor me interne
15Eu também quero uma casa no meio do campo
13Ter saúde e algum dinheiro no banco
14Com coragem, não andar a chorar pelo canto
18E de olho aberto, o inimigo surge pelo flanco
15Tenho amor e respeito, esse é para quem tem
12Pois sem eles, no fundo, não serás ninguém
14Passei toda uma vida a semear o bem
12É a lei do retorno, tudo vai e vem (3x)

[Excertos do poema "Num Meio-Dia de Fim de Primavera", de Alberto Caeiro]

16A Criança Eterna acompanha-me sempre (...) rindo
12E gozando o nosso segredo comum
12Que é o de saber por toda a parte
10Que não há mistério no mundo
9E que tudo vale a pena
[Verso 2: Mundo Segundo]

13Nada nesta vida pode ser garantido
15No caminho muita coisa vai perdendo sentido
16E eu vejo no espelho o meu maior inimigo
8Eles não sabem quem eu sou
11Sou um Ilustre Desconhecido (x5)