[Intro: Excerto do poema "Num Meio-Dia de Fim de Primavera", de Alberto Caeiro]
16É
esta minha
quotidiana vida de poeta
(...)
9E que o
meu mínimo olhar
7Me
enche de sensação
12E o mais pequeno som,
seja do que for
8Parece falar comigo
[Verso 1: Mundo Segundo]
19A história
começa algures
em Gaia,
reis do submundo
19Padrinho pioneiro, Ace o primeiro, Mun
do o segundo
17Orgulho e res
peito tatuado den
tro deste peito
19Amo o
que faço e nunca esqueço o que
por ti foi feito
15Sempre me deste a mão
e até roupa do corpo
16Passaste-me o orgulho e a honra dos MC´s do Porto
16Somos
mentalmente fortes, distin
tos e altruístas
16Graduado
com 20 na melhor es
colha de liricistas
13Quantas tardes no piso? Quantos
passaram lá?
17Todos sentem
o que somos
e até os que não são
de cá
14Nós somos
transparentes,
dá para ver
através
18Só quere
mos saber se o que escreves condiz com
o que és
17Aqui men
tira não tem passo, é barrada à
entrada
16Muitos não podem con
nosco, a explicação 'tá dada
14Somos homens de palavra, com devoção e
fé
15E
mesmo que a casa cai
a não arredamos
pé
[Refrão: Ace]
21Nova Gaia, Invicta, para
sempre a representar a nos
sa gente
13O que fomos somos e seremos
p'ra frente
12No
passado cons
truímos o
presente
13Até
ao futuro, com Honra e Or
gulho
[Verso 2: Ace]
17Uma cigana um
dia viu nas linhas
das minhas palmas
15O mapa das
cidades na quais inspirámos
almas
17Minhas artérias são as ruas onde a hon
ra fala
17Quando
o conceito é respeito, respondes, "bate
pala"
12Sei que ensinei, sim, mas sei
que aprendi
21Também sem essa lição não há quem consiga
que alguém siga o bem (
oh)
34Foi
o que tentei
quando entrei no Piso
mudei por dentro para ser exemplo, reguei
a semente e
disse Ámen
21Porque
vejo os frutos do es
forço, sinto o
produto que
é vosso
18Ouço tributos no assunto,
topo os meus genes,
Pai nosso
20Se o
usufruto
é dos outros o estatuto
é do próximo
21Se o
primeiro é
uma lenda logo é o segun
do que endos
so
12Não é à
toa que me chamam Pa
drinho
18Significa que mes
mo a solo eu nunca 'tou sozi
nho (ah)
16Não é vã esta gló
ria, é invicto o orgulho
18Quando nos vires
a pisar palcos "Façam barulho" (po
po po)
[Refrão: Ace]
21Nova Gaia, Invicta, para
sempre a representar a nos
sa gente
13O que fomos somos e seremos
p'ra frente
12No
passado cons
truímos o
presente
13Até
ao futuro, com Honra e Or
gulho
[Verso 3: Mundo Segundo]
17Não importa onde vamos a históri
a fala por
si
16Ru
a da frente, rua de
trás, tudo começou a
qui
17Pri
meiros murais ou passos de break na ve
lha estação
19Pisado tentava um mo
inho no cimento so
bre o cartão
17Sempre de rádio às cos
tas, que amor indiscritível
18O Ace deu dicas, em cassete,
para subir
mos de nível
15A maior es
cola de b-boys
já era em Gaiolin
16O homem sonha a obra nasce,
sempre será as
sim
12As
rodas de impro
viso, lá no 2º Piso
16Com
nuvens de fu
mo daquelas de
perder o
juízo
15Não tens
o que é preciso? Aqui
tens ferramentas
15Aqui ninguém encheu
o saco, só
mesmo sebentas!
15Criaturas sedentas o orgulho da ci
dade
17Deixamos obras
escritas p'ra toda
a eterni
dade
17Honra
e veracida
de, este é o povo nor
tenho
18Não sei para
onde vou, mas nun
ca esqueço de onde
venho
[Refrão: Ace]
21Nova Gaia, Invicta, para
sempre a representar a nos
sa gente
13O que fomos somos e seremos
p'ra frente
12No
passado cons
truímos o
presente
13Até
ao futuro, com Honra e Or
gulho