[Verso 1: Virtus]
8Lá ia o meu sen
tido
6Seis no meu ca
derno
15Amarra
vam nostalgias com fitas de casse
te
14Auto-dependente ou pendente de um
pouco
19De uma noite num
balcão até
a esperança dar o
troco
15Fei
tiço de tanto rap mas num modo mais con
tido
16Aprender o meu género apreender um es
tilo
15Eis
a forma como vejo
a forma da i
dade
19Que cozinha
va o crescimento em dose de ingenui
dade
14Apanhava o
expresso sem ticket pa
ra o rеgresso
13Num CD sem carimbo an
dar no cimo sub
merso
12Lеtras sem
saldo temas não davam um
palco
20E a coragem agarrava-me o pescoço fala-me mais
alto
13[
fala assalta alto?] e
o skate vinha
16Tentati
vas davam voltas e voltas
eram partidas
17Moinhos passaram para o
chão e doía um co
to
14Coração não se expressava
só com foot work
14Mãos
à obra sob paisagem de visões prá
ticas
17O sol torrava timi
damente as
paredes pá
lidas
16Poesi
a mudava de mera para outra
mira
17E essas
fadas viravam para fados por qualquer
dia
9Cuidado com as compa
nhias
15E o que era incerto dei
xava-me qui
eto
10E não queri
a tardes va
zias
11Forças audíveis aos
níveis mais fiéis
13Fo
me desses papeis
momentos comestíveis
15Primei
ros riscos eram notas de [apetên
cia?]
18Primeiro sus
piro era o bu
far de impaciên
cia
13Críticas dire
tas na face sem tá
ticas
15Pessoas
fardadas de opiniões apá
ticas
18Chata a ânsia mordia a minha adolescên
cia
17Tipo um primeiro ba
fo tão longe
da consequên
cia
13Gos
to em prosas compostas por um olfacto
17No mastigar dos a
nos sabia-me a
auto-retrato
[Refrão: Mundo Segundo]
9Não, eu não vivo
do passado
7Só extrai
o a lição
4O que é bom
10Passa demasia
do rápido
7Da luz à
escuridão
[Verso 2: Virtus]
15Senti duas certezas juntas pa
ra o mesmo fim
7Por li
nhas sem direções
7Pautadas por três questões
8Antes, agora e depois
8E deu-se
a poção certa
16Aten
ção passa a tensão ao que nun
ca te desperta
8Cadernos
ficam graúdos
7Defi
nem atitudes
15Afinam outros assuntos que nun
ca tiveram grooves
6Proi
bidas eleições
11Estou noutro piso,
estou conciso
14Na boca de
um rap onde já cresceu o
siso
14Traje
tos mais concretos que
levam duas
vidas
15Universos e batidas, idas são infi
nitas
15Desci
das são interditas ao sucesso pes
soal
17Manicómio de rimas num património vi
sual
16Fomento
a decisão com
o fermento da cul
tura
18Enquanto
os mal-entendidos
fazem a minha sepul
tura
13Sigo em
artigos de
finidos e reais
18Pontos fi
nais para os que me pedem
favores co
merciais
[Refrão: Mundo Segundo]
9Não, eu não vivo do passado
7Só extraio a
lição
4O que
é bom
10Passa demasiado rá
pido
7Da luz à escu
ridão
9Não, eu não vivo do pas
sado
7Só extraio a
lição
4O que
é bom
10Passa demasiado rá
pido
7Da luz à escu
ridão
[Verso 3: Mundo Segundo]
8Entre espinhos e
rosas
9Recordações são preci
osas
17E amiza
des graciosas em
fases mais melin
drosas
5Noites chu
vosas
12Pano de fundo Mundo e suas
prosas
18Cul
tivo a paz de espí
rito nas mentes mais ansi
osas
14Companhia no quarto
ou na sala va
zia
20Alegria quando estás em baixo na
sombra da melanco
lia
732 anos de histó
ria
13Conheço a der
rota e a vitó
ria
20Nossa ligação é
notória e des
fruto-a com eufo
ria
12Como seria sem sonhos na prá
tica?
13Provavelmente o mes
mo operá
rio
118 horas fechado naquela fá
brica
16Não conhe
cia de lés a lés o país onde
estou
20E provavelmente só se
ria metade do homem que hoje sou
17Muitas vezes le
vei pancadas e portas fo
ram fechadas
19Festas boico
tadas mas nada deteve o poder
das palavras
8Sem cair no ridí
culo
10Trabalho o dobro e o
triplo
18Estou à parte das más línguas e
do seu vicioso
ciclo
19Tinha um vínculo vitalíci
o com a cultura em
questão
21Dei mais de metade da minha vida à poesia e à
produção
7Não vivo do passa
do
7Só extraio a
lição
4O que
é bom
10Passa demasiado rá
pido
7Da luz à escu
ridão
[Refrão: Mundo Segundo]
9Não, eu não vivo do passado
7Só extraio a
lição
4O que
é bom
10Passa demasiado rá
pido
7Da luz à escu
ridão
9Não, eu não vivo do pas
sado
7Só extraio a
lição
4O que
é bom
10Passa demasiado rá
pido
7Da luz à escu
ridão