Mundo-segundo Crise De Identidade

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End rhyme Internal rhyme
[Refrão]

11Não tentes ser aquilo que tu não és
13Sê tu próprio da cabeça ate aos pés
15Mostra o que vales e o que trazes aí dentro
15Veste a tua pele e larga esse tormento
[Verso 1]

11Não tentes ser aquilo que tu não és
14Zeca Afonso, Madredeus, Xutos e Pontapés
13Vazas como marés e foges a sete pés
15Sou velha escola como putos a roubar bonés
17Viciado em improviso sempre rimei por desporto
17Exorcizo demónios que tenho dentro do meu corpo
15Grande porto assumo posto, terra de bom vinho
13Corto mc's aos três como partes do padrinho
12Outro mundo? só se for o meu sobrinho
16Eu não rimo com clones prefiro fazê-lo sozinho
20Arranja um estilo próprio e devolve esse emprestado
17Não voltes a pegar em nada sem antes ter perguntado
16És carente de ideias e conceitos originais
18Um choque em cadeia com várias vítimas mortais, tu vais
11Atrás dos pais numa bicla sem pedais
17Essa merda cansa à brava como filas de hospitais

[Refrão]

11Não tentes ser aquilo que tu não és
13Sê tu próprio da cabeça ate aos pés
15Mostra o que vales e o que trazes aí dentro
15Veste a tua pele e larga esse tormento
[Verso 2]

11Os mais reais decifram entre linhas
16Quem não sabe e' como quem não vê cuscos e vizinhas
14Trago adivinhas para os mais perspicazes
14Batidas e rimas divinas mais eficazes
17O meu estilo é livre só depende de si próprio
13Chama-me gepeto se tu fores pinóquio
17O que escrevo é puro ópio de povo gratuito
14Com uma das maiores plantações do circuito
13Isto sim e bonito na paz sem conflito
15Sempre fora de moda mas assumindo o risco
13É mais um disco para celebrar a arte
17Leva o dinheiro e as medalhas mantêm-te à parte
14Eu venho na descontra trago versos sem conta
17Mantenho neurónios numa constante hora de ponta
13À tua afronta e eu faço de conta
19Que provavelmente és só um jovem que ainda nem desconta
[Refrão]

11Não tentes ser aquilo que tu não és
13Sê tu próprio da cabeça ate aos pés
15Mostra o que vales e o que trazes aí dentro
15Veste a tua pele e larga esse tormento

[Verso 3]

13É preciso trabalhar e dar-lhe mais forte
15Mais vezes no estúdio e menos no serrote
18Esquece o holofote quem te segue não ofola o spot
19Mas sim o amante incondicional do verdadeiro hip-hop
14Mc produtor mas acima de tudo ouvinte
14Quem me dera desfrutar já do disco seguinte
18A cidade está cinzenta a precisar de quem a pinte
18Esta história já vai lenta reproduza vezes vinte
15Dou-lhe com requinte e divirto-me a fazê-lo
17O sucesso dos outros não me causa dor de cotovelo
14Cai-me o cabelo e vão passando os anos
15Mas seremos felizes manos enquanto rimamos
16Perpetuamos a glória de todos nossos versos
18Há quem diga que temos concertos bem maiores que congressos
18Sem fins partidários apelamos ao livre arbítrio
22Para que cada mano se sinta confortável no seu próprio sítio