[Verso 1: Sam The Kid]
19Quando a vida fi
car vazia, faz ela
virar poe
sia
17O passado passou 'pa trás, o teu prazo passou num
dia
17O fracasso tá a
li na porta, quase dor
miu na merda
21Ele passa uma
vida morta, e abraça que é o
fim da meta
19É o massacre que só humilha, can
sado que o sol não
brilha
20Arra
sado e ele só dormia a pensar abraçar a
filha
10E os homens levam-me os
tropas
9Boy, na zona
é só desfalques
13Paka lim
pa só funcio
na noutros palcos
17Gravatas in
visiveis não
querem mais milioná
rios
17E tornam im
possíveis cená
rios imaginá
rios
17Mas não tiram mi
nha mística, sou atração turís
tica
21Desmistifico quem pensa
que em bairros só há marginais, todos
iguais
20Por
mais que inoves, a tua sina é ser
da mesma escó
ria
20E putos
trazem uma visão no
va para a mesma histó
ria
10Pais
falidos fazem mais bandidos
20Quem patro
cina agora a
casa é o filho
de pais maridos
16Um gajo na
boa vem Ramona, a
gente "esfaina"
18Na
estrada, a
gente espalha a zo
na, a gente "
shaina"
17A judiciári
a que espreita por
'tar na área
25É suspeita a
missão diária para ver toda a
nossa área des
feita
22No
vas doutrinas, que alte
ram rotinas à procura de vidas lon
drinas
26Um boy obri
gado a ter
emigrado e
o bairro ain
da é unido e
bravo
26Onde eu gravo o meu vídeo, agrado o
passado p'ra no futuro ser lem
brado
7Esse é o meu
fado
[Refrão: Sam The Kid]
5Também faz
parte
14Pensei num péssimo indício e
disse-o
18P'ra vir encarar à
pressa ou começa no sacri
fício
23Em cada fim há um iní
cio, em cada iní
cio uma his
tória
20É hipótese duma nova trajetória, porque a
glória
5Tam
bém faz parte
14Pensei num péssimo indício e
disse-o
18P'ra vir encarar à pressa ou começa no sacri
fício
23Em cada fim há um iní
cio, em cada iní
cio uma his
tória
20É hipótese duma nova trajetória, porque a
glória
5Tam
bém faz parte
[Verso 2: Mundo Segundo]
17Também vim do bairro mas não do bloco, eu cresci na
ilha
23Onde a
miséria aponta o foco mas onde há fome há par
tilha
21Onde
um prato dá para quatro,
um quarto p'ra família in
teira
16Duas camas, berço, ter
ço na mesa de cabe
ceira
17Um or
denado, uma pensão, rendimento de in
serção
17Uma criança como um dom num castelo de pa
pelão
19Um futuro que não
sorri numa bela face trancada
como
15Um livro que não li com infor
mação que faltava
14Mas não deixei
de ser eu, fui
do breu ao a
pogeu
15Fui do meu
pequeno quarto aos palcos
do coliseu
19Tudo faz parte, eu
luto. Dizem que a vida é
prostituta
19Mas apaixonei-me
por ela a ver se a rela
ção resulta
17Num certo ponto de vista, podem me
chamar maso
quista
17Mas não sou apologista de vitórias sem conquista
17Tenho sonhos numa lista, mais uma linha que se
risca
18Na verdade só se despista aquele
que se faz à
pista
19Porque eu corro por desporto mas não me alimento de
vento
18Fiz
muito trabalho
à borla, respeita o meu orça
mento
18Dire
to sem ornamento, não político
de parlamento
17Lamen
to não minto em detrimen
to que sinto por dentro
18Do ven
tre até ao jazigo, imperfei
to assim pros
sigo
18Se partir, digam ao mundo "fe
chei a página deste
livro"
23Em cada fim há um iní
cio, em cada iní
cio uma his
tória
20É hipótese duma nova trajetória, porque a
glória
[Refrão: Sam The Kid]
5Também faz
parte
14Pensei num péssimo indício e
disse-o
18P'ra vir encarar à
pressa ou começa no sacri
fício
23Em cada fim há um iní
cio, em cada iní
cio uma his
tória
20É hipótese duma nova trajetória, porque a
glória
5Tam
bém faz parte
14Pensei num péssimo indício e
disse-o
18P'ra vir encarar à pressa ou começa no sacri
fício
23Em cada fim há um iní
cio, em cada iní
cio uma his
tória
20É hipótese duma nova trajetória, porque a
glória
5Também faz parte
5Também faz parte
5Também faz parte
5Também faz parte
5Também faz parte