Mind-da-gap Suicidio

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End rhyme Internal rhyme
6Suicidio Lyrics
9I get so much trouble on my mind
1X4
5Refuse to lose!
18No outro dia, eram 5 da manha na madrugada gelada
15Ouvi chamar por mim numa voz meio assombrada
20Nao o consigo explicar, foi como um sério chamamento
18É tarde no cemitério, só agora é que me lembro
21O rio corria, como outro dia, bonita a noite seria
18Se nao tivesse voado pró vacuo que a sentia
15Cai em mim quando senti a agua fria, gelada
17Pedi aos anjos da guarda, que atrase a minha fada
16Fado que falo lentamente como câmara lenta
18Descreve a paisagem que a minha volta se apresenta
16Gaia dum lado, o sino do mosteiro a espreitar
16Doutro a ribeira, ameacar, comecar a chorar
18Flashes repetitivos de episódios da minha vida
18Passaram-me diante dos olhos como numa objectiva
19Reflectidas na agua, imagens de amigos e inimigos
17Momentos de sorte e azar, como espelhos partidos
16Pensei "porque saltei?", carreguei na pausa, poe pa tras
17Tarde demais! Com o destino nao ha tratados de paz
18Passados pa tras das costas, machados enterrados na terra
15Nao ha trégua, partido, nao ha lei sem regra
16Nas trevas penetrei, caras familiares encontrei
16Sentei-me no meio de gente amiga, improvisei
16Senti movimentos a mais, turbolencias anormais
15Tocado fora pelas maos de arcanjos reais
17Estava em pérolas de suor, acordei no meu quarto
16Drogado pelo sonho pensei "desta merda tou farto"
17Nao parto, pari ideias pa escrever esta letra
20Cujas raizes estao ligadas entre a mente e a caneta
20Sera a minha vida um verso, ou escreve-los a minha vida?
22Ou sera que na minha realidade tudo se move em poesia?
9I get so much trouble on my mind
1X4
5Refuse to lose!
22No outro dia sonhei que nao sonhava, parecia um pesadelo
19Um sonho tao estranho que eu nao consigo esquece-lo
18As minhas maos ja nao tocavam, em vao procuravam
19Os olhos nao viam enquanto memórias se apagavam
18Meu corpo sentia que a mente perdia toda a forca
21Compreendia agora que a morte seria a minha esposa
20Temia e combatia ainda o estado em que estava
23Restava na alma a esperanca que o coracao nao bombeava
19Gelava na veia, que me apertava o sangue que se cansa
17De dentro para fora, um arrepio frio avanca
15E para tudo, para, numa calma celestial
19Ja nao ha capacidade de lembrar o trauma inicial
17Ja nao ha vontade, ja nao se é, deixa-se de ser
17Assim contado ainda é mais dificil de entender
16Talvez seja melhor, porque é sórdido o mórbido
17Pois depois nao faz sentido procurar um antidoto
18Ou a fórmula de voltar pa tras, se alguém disso for capaz
17Nada se pode fazer, enquanto se viver nada se faz
15Tudo isto pensei cortar, encharcado em suor
18Nao esquecerei o que sonhei, estas palavras sei de cor
16Espero e por onde espero, vou contando tudo
19Até um dia em que a noite trara o eterno escuro
16Hoje ja nao durmo, aguento, amanha descanso
17Evito, vejo, nao repito este sonho intenso
9I get so much trouble on my mind
1X4
5Refuse to lose!