[Verso 1]
22E era as folhas es
palhadas, muito re
calcadas do correr do
ano
23A recolhe
rem uma a uma por entre a ca
ruma, de volta ao
ramo
26E era à noite a tro
voada que encheu na en
xurrada aquela poça morta
24De repente, em ri
cochete, a refazer-se
em sete nuvens gota a gota
[Refrão]
22E era de repen
te o rio, num só rodopio, a subir
o monte
23E a
correr contra a corrente, assim de trás p'rá frente, a voltar
à fonte
[Verso 2]
24E um monte de car
tas espalhadas, desdesmoronando-se todo em castelo
23E
era a linha du
ma vida sendo recolhida de volta ao
novelo
25E
era aquelas coi
sas tontas, as afrontas que eu digo e que me ar
rependo
18A voltarem para mim como se assim tivessem
remendo
[Refrão]
21E era eu
um passarinho, caído no ninho à
espera do fim
14E eras
tu, até que enfim,
a voltar p'ra mim