Martinho-da-vila O Homem Das Castanhas

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15Na Praça da Figueira ou no Jardim da Estrela
14Num fogareiro aceso é que ele arde
15Ao canto do outono, à esquina do inverno
11O homem das castanhas é eterno
11Não tem eira nem beira, nem guarida
12E apregoa como um desafio
12É um cartucho pardo a sua vida
13E, se não mata a fome, mata o frio
16Um carro que se empurra, um chapéu esburacado
12No peito uma castanha que não arde
14Tem a chuva nos olhos e tem um ar cansado
13O homem que apregoa ao fim da tarde
13Ao pé dum candeeiro acaba o dia
11Voz rouca com o travo da pobreza
12Apregoa pedaços de alegria
12E à noite vai dormir com a tristeza
10Quem quer quentes e boas, quentinhas
11A estalarem cinzentas na brasa?
10Quem quer quentes e boas, quentinhas?
11Quem compra leva mais calor p'ra casa
10Quem quer quentes e boas, quentinhas
11A estalarem cinzentas na brasa?
10Quem quer quentes e boas, quentinhas?
11Quem compra leva mais amor p'ra casa
17A mágoa que transporta é miséria ambulante
13Passeia na cidade o dia inteiro
15É como se empurrasse o outono diante
13É como se empurrasse o nevoeiro
12Quem sabe a desventura do seu fado?
12Quem olha para o homem das castanhas?
12Nunca ninguém pensou que ali ao lado
12Ardem no fogareiro dores tamanhas
10Quem quer quentes e boas, quentinhas
11A estalarem cinzentas na brasa?
10Quem quer quentes e boas, quentinhas?
11Quem compra leva mais calor p'ra casa
10Quem quer quentes e boas, quentinhas
11A estalarem cinzentas na brasa?
10Quem quer quentes e boas, quentinhas?
11Quem compra leva mais amor p'ra casa!