Martinho-da-vila Minha Viola

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End rhyme Internal rhyme
7Tá chorando com razão
8Com saudade da marvada
7Que roubou meu coração
14Eu não respeito cantador que é respeitado
16Que no samba improvisado me quiser desafiar
14Inda outro dia fui cantar no galinheiro
17E o galo a noite inteira sem vontade de cantar
14Nesta cidade todo mundo se acautela
17Contra a tal febre amarela que não para de matar
16E a dona Chica que anda atrás de mal conselho
17Pinta o corpo de vermelho, pra amarela não pegar
5Minha viola
7Tá chorando com razão
8Com saudade da marvada
7Que roubou meu coração
13Eu já jurei de não jogar com seu Saldanha
15Que diz sempre que me ganha no tal jogo de bilhar
14Sapeca o taco nas bolas de tal maneira
18Que eu espero a noite inteira pras bola carambolar
14Conheço um velho que tem a grande mania
16De fazer economia pra modelo dos seus fio
13Não usa prato, nem moringa, nem caneca
18E quando senta é de cueca pra não gastar os fundio
5Minha viola
7Tá chorando com razão
8Com saudade da marvada
7Que roubou meu coração
14Eu tive um sogro cansado dos regabofe
15Que procurou Voronoff, dotô muito creditado
15E andam dizendo que o enxerto foi de gato
16Pois ele pula de fato miando pelos teaidos
14Aonde eu moro tem um bloco dos Filantes
17Que quase que a todo instante, um cigarro vem filar
15E os danados vem bancando o inteligente
16Diz que tão com dor de dente, que o cigarro faz passar