[Intro]
9Esse cara nasceu pra
isso
16Você sa
be o quanto ele lutou por tudo
isso?
26Resistência, a bana
lização, pessoas
de baixo, artistas que
não fazem arte
22Ter, a
cima do ser, a procura va
le mais do que a bati
da perfeita
[Ponte: Hélio Bentes]
17Essa é a histó
ria de um mulato brasileiro
14Da malandra
gem aqui do Rio
de Janeiro
18Preste aten
ção no nosso conto, vê se não dorme
no ponto
14Essa can
ção que a gen
te vai cantar
primeiro
[Verso 1: Marcelo D2]
14Busco nos mais velhos dos terreiros
e tambores
18E assim fico mais forte, enfrento medos e
minhas dores
14No mundo de
dinheiro, não se tem
mais valores
17Nos separam por classe, co
res, escravos e
senhores, é
23Conquistar o
meu espaço, eu olho pro futuro sem esquecer o pas
sado
16Quem se rebaixa a si mesmo, quer ser é ele
vado
15Nos querem de humildes para
sermos humi
lhados
10A rua cobra,
e como cobra
15Mas ajudar, que é bom,
ninguém ajuda,
é foda
8Tu gosta de dinhei
ro, né?
22Carro importado, pul
seira de áre
a VIP e uma puta do lado
15Eu vou é
de Ciata, velha guarda da Porte
la
17Falo de João do Vale, de Zé
Keti e Manacéia
13Falo de coisas
simples, falo do
meu lugar
15Eu falo do meu po
vo e da cultura
popular
3Vai vendo
[Refrão: Hélio Bentes]
8Eu luto e não me
rendo
7Caio e não me
vendo
10Não recuo
nem em pensa
mento
14Sigo o
movimento que pra mim é na
tural
9De resistência cul
tural
8Eu luto e não me
rendo
7Caio e não me
vendo
10Não recuo
nem em pensa
mento
14Sigo o
movimento que pra mim é na
tural
9De resistência cul
tural
[Verso 2: Marcelo D2]
16O bicho pe
ga mesmo é aqui
na selva de
pedra
15Te empurro o
lixo deles, abraçou?
Já era
15Te
tornam militante com
medo de milita
res
19Cagam na ideo
logia e joga a ética pros
ares
13Sou mole
que sinistro, entrego
meu suor
15Pelo que
eu tenho visto, só
vai de mal a pior
18A paciência é
curta, a ig
norância
é tanta
15Cê até
mata um leão, mas não foge das an
tas
10A
rua cobra, e co
mo cobra
15Mas ajudar, que é bom, nin
guém ajuda, é
foda
13Nas ruas desse mundo eu só que
ro andar
16Toda vez que
eu dou um passo, o mundo sai do lu
gar
17Buscar na sua própri
a vida a matéri
a prima
15Eu posso até cair, mas dou a vol
ta por cima
17Como a cha
ma na lenha, eu me inflamo e
consumo
16O que eu toco vira luz, deixo o carvão
em fumo
3E canto
[Refrão: Hélio Bentes]
8Eu luto e não me
rendo
7Caio e não me
vendo
10Não recuo
nem em pensa
mento
14Sigo o
movimento que pra mim é na
tural
9De resistência cul
tural
8Eu luto e não me
rendo
7Caio e não me
vendo
10Não recuo
nem em pensa
mento
14Sigo o
movimento que pra mim é na
tural
9De resistência cul
tural