[Verso 1]
14Pra
quem trabalha desde os 13, nunca recorreu
ao 12
17Dá valor ao que conquista, não vai querer viver de po
se
15Eu faço rap no Rio, cumpadi, tu tem co
ragem
16Terra de samba, de bambas,
no meio da malan
dragem
15É sem patrão, falsidade, pra viver de ver
dade
16Dei meu sangue por isso, queira ou não, fiz minha
parte
14Foda-se o seu blog, meu nome tá na ci
dade
18Minha
rima na voz do povo,
do povo que é de ver
dade
19Que
sabe que faço resistência a toda essa mentira
16Porque
nunca fui padrão, eu trago a al
ternativa
14De sonho até real, de extâse ou
de dor
17Que dá
pra falar de ódi
o, mas dá pra falar de
amor
16O dom é a vi
da que dá e dá
pode acredi
tar
16Às vezes palavras tortas,
às vezes laiá-laiá (
há)
18Eu tenho a alma de um lanceiro, que nunca se en
tregou
16Bandei
ras erguidas, mãos pro alto que a gente
chegou
[Refrão]
10Abre alas
pra minha fo
lia
9Já está chegando a
hora
10Abre alas
pra minha ban
deira
9Já está chegando a
hora
[Verso 2]
17Um bom malandro sempre tem
os amigos por su
a volta
17Família? Toma conta
que assim nunca to
ma volta
17Então,
cê pode pensar, se é que cê
pensa na escolha
20De
ter uma arte na ca
beça até o muro que tu
escolta
17Nem sempre foi assim, mas tu já viu minha arte na
rua
8Tua mina ouve
meu rap
7mas cada um na
sua
15Calça larga ou skinny jeans, um boné e um
tênis
9Sem vergonha
de ser do gue
to
7, fe
chando as corren
tes
16Já plantamos as sementes,
hoje colhemos con
quistas
16Ou
vir o som sair
da rua pro rádio, pra
pista
15Tá
mole, perdeu de vista, tamo forte no
jogo
18Minha luta, minha história, minha glória, meu
povo
12Não é replay,
como manda o rei, de
novo
17Eu já falei que a minha família toca fogo (há)
12Eu sou do Anda
ra e não posso negar
17E nem vou, oh, abre a
las que eu que
ro passar (simbora)
[Refrão]
23Prestem aten
ção, prestem atenção, prestem atenção, prestem atenção atenção