12Hoje a vida passa como um barco
12Ilha de náufragos esquecidano mar
14E o tempoé nada haver sentido tudo
10O que por nada ser nos fazmudar
13Hoje o mundo é o revés de um sonho
12Que umsono mais profun do fez esquecer
11Para quê querer dascoisas a razão
10Se quase nadatem razão de ser
12O luar traz silêncios e disparos
12E carícias fugazes e horrores
12E morre-se num cantode um poema
12Por isso e outras coisa dão-se flores
13Bebe-se vinho e dorme-se ao relento
11E liberta-se ogrito que vier
12Pra se ouvir longe eperto, e dentro
14Conserva-se o silêncio,o que se puder
13E alguma vez aindase acredita
11Na força da montanha céu adentro
11E na can ção do mar por ser bonita
13E nas a sas que inventa, cores ao vento
11Mas hoje voam pássaros sem asas
12Na terra desabrochamcores de guerra
11E hoje as flores rolam pelochão
7Comose fossem pedras
12Ilha de náufragos esquecida
14E o tempo
10O que por nada ser nos faz
13
12Que um
11Para quê querer das
10Se quase nada
12O luar traz silênci
12E carícias fuga
12E morre-se num canto
12Por isso e outras coi
13Bebe-se vinho e dorme-
11E liberta-se o
12Pra se ouvir longe e
14Conserva-se o silêncio,
13E alguma vez ainda
11Na força da montanha céu aden
11
13
11Mas hoje voam pás
12Na terra desabrocham
11E hoje as flores rolam pelo
7Como