Mafalda-veiga Lado A Lado

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End rhyme Internal rhyme
13Há gente que espera de olhar vazio
13Na chuva, no frio, encostada ao mundo
7A quem nada espanta
4Nenhum gesto
7Nem raiva ou protesto
13Nem que o sol se vá perdendo lá ao fundo
11Há restos de amor e de solidão
12Na pele, no chão, na rua inquieta
11Os dias são iguais já sem saudade
4Nem vontade
15Aprendendo a não querer mais do que o que resta
10E a sonhar de olhos abertos
8Nas paragens, nos desertos
10A esperar de olhos fechados
9Sem imagens de outros lados
9A sonhar de olhos abertos
8Sem viagens e regressos
9Outro dia lado a lado
11Há gente nas ruas que adormece
12Que se esquece enquanto a noite vem
12É gente que aprendeu que nada urge
4Nada surge
12Porque os dias são viagens de ninguém
9A sonhar de olhos abertos
8Nas paragens, nos desertos
10A esperar de olhos fechados
9Sem imagens de outros lados
9A sonhar de olhos abertos
8Sem viagens e regressos
10A esperar de olhos fechados
9Outro dia lado a lado
9Aprende-se a calar a dor
7A tremura, o rubor
7O que sobra de paixão
10Aprende-se a conter o gesto
7A raiva, o protesto
10E há um dia em que a alma
6Nos rebenta nas mãos