[Verso 1]
11Não tenho nem vergonhas
nem pudores
12Da
lágrima sincera que me embarga
13É
sal de que alimento os
meus amores
14E ri
o que afoga a pena
mais amarga
13Num mar que é de revolta e
de calmia
12Navega assim
a vida em todos
nós
12Por
que fugir à dor e à
nostalgia?
11São ondas desco
brindo a nossa
voz
[Refrão]
13Não quero este silêncio que me
corta
12Que en
frento de sentidos acor
dados
14Não quero a indiferença, a alma
morta
11Às quais assim andamos conde
nados
[Verso 2]
12Não que
ro ser o drama insatisfeito
12De quem não esteve a
li p'ra não sofrer
13Morrer por al
go, ainda que imperfeito
11É tudo quanto bas
ta ao meu viver
13Não tenho ainda o medo de acordar
10Mas sinto já a
pressa dos mortais
10Que sonham ser e
ternos ao amar
10E temem não ter
tempo de dar mais
[Refrão]
13Não quero este silêncio que me
corta
12Que en
frento de sentidos acor
dados
14Não quero a indiferença, a alma
morta
11Às quais assim andamos conde
nados
[Outro]
14Não quero a indiferença, a alma
morta
11Às quais assim andamos condenados
13Não quero este silêncio que me
corta
12Que en
frento de
sentidos acor
dados