Luiz-gonzaga Respeita Januario 1979

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End rhyme Internal rhyme
[Intro]

14Esse negócio de matar gente no sertão
9Já foi trabaio mais maneiro
4Menos pra eu
6Quis matar um home
3Me lasquei
10Levei uma surra tão danada
15Uma surra caprichada por meu pai e minha mãe
8Que eu arribei de casa
618 anos incompleto, 1930
6Ingressei nas Forças
10Revolução como o diabo
8Tiro como o diabo
6Nunca dei dei nenhum
9Eu queria ser é artista
5Ingressei na RCA
12Onde estou até hoje, graças a Deus
8Aê já era artista
7Artista do Nordeste
3Meu sonho
11Comecei a sеntir saudade de casa
9Home, pеlo cartaz que eu tenho
9Eu acho que já dá pra voltar
15Eu quero dar uma supresa danada a meu pai
9A surpresa vai ser tão grande
15Que ele nunca mais vai esquecer na vida dele
3Regressei
10Cheguei em casa de madrugada
14Tô ali, naquela madrugada sertaneja
11Frente a frente com a minha casa
6Chamei: Ô de casa
4Ô de casa
7Me lembrei do prefixo
13Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo
10Para sempre seja Deus louvado
7É Seu Januário?
3"Sim, senhor"
16Tô vindo do Rio de Janeiro, Seu Januário
9Trago um recado pro senhor
7É do fio do senhor
14Mandou até uma coisinha pra lhe entregar
7Tô morrendo de sede
15Quando vim de lá, traga um copo de água pra mim
9Copo não, traga memo um coco
13Fiquei olhando pela greta da janela
15Aí vinha o veio acender o candieiro
17Escutei o tibungar do caneco no fundo do pote
10No fundo do pote, lá no fundo
3Tibungo
10Lá vem o veio pelo corredor
14Caneco numa mão, o candieiro na outra
11Chegou memo na janela que eu tava
16Arriou o coco d'água no batente da janela
6Tirou a tramela
11Abriu a janela em cima de mim
10Aí eu senti o cheiro dele
11Aquele, aquele cheiro antigo
6Aquele cheiro meu
15[?], levantou o candieiro acima da cabeça
5Me interrogou:
5"Quem é o senhor?"
8Luiz Gonzaga, seu filho
16"Isso são hora de você chegar em casa, seu coisa?
11Santana, Gonzaga chegou. Viva Deus!"
9A meninana: "Êeeei!"
9Menino como o diabo
9Irmão que eu não conhecia
7Aí ninguém dormiu mais
16De manhã cedo, a casa já tava cheia de gente
23Aí eu digo: agora eu vou fazer bonito, vou cantar pra esse povo
14Desembainhei a sanfona e mandei brasa
12Quando eu pensei que tava agradando
5Raimundo Jacó
9Gritou lá do meio do povo:
13"Luí, respeita Januário, moleque"

[Verso 1]

9Quando eu voltei lá no sertão
10Eu quis zombar de Januário
8Com meu fole prateado
9Só de baixo, cento e vinte
8Botão preto bem juntinho
9Como nego empareado
[Verso 2]

9Mas antes de fazer bonito
8De passagem por Granito
8Foram logo me dizendo
10De Itaboca a Rancharia
8De Salgueiro a Bodocó
9Januário é o maior
18E foi aí que me falou meio zangado o veio Jacó
[Refrão]

10Luí, respeita Januário
10Luí, respeita Januário
9Luí, tu pode ser famoso
8Mas teu pai é mais tinhoso
9E com ele ninguém vai, Luí
13Luí, respeita os oito baixo do teu pai
11Respeita os oito baixo do teu pai
11Respeita os oito baixo do teu pai