Luiz-gonzaga Apologia Ao Jumento O Jumento E Nosso Irmao

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End rhyme Internal rhyme
[Intro]

7É verdade, meu senhor
9Essa história do sertão
7Padre Vieira falou
16Que o jumento é nosso irmão (Ão, ão, ão, ão, ão, ão)
[Verso]

9O jumento é nosso irmão
6Quer queira ou quer não
7O jumento sempre foi
13O maior desenvolvimentista do sertão
13Ajudou o homem na lida diária
6Ajudou o homem
12Ajudou o Brasil a se desenvolver
5Arrastou lenha
14Madeira, pedra, cal, cimento, tijolo, telha
11Fez açude, estrada de rodagem
11Carregou água pra casa do homem
12Fez a feira e serviu de montaria
9O jumento é nosso irmão
9E o homem, em retribuição
6O que é que lhe ?
14Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no lombo
13Pau no pescoço, pau na cara, nas orelhas
11Ah, jumento é bom, o homem é mau
14E quando o pobre não aguenta mais o peso
11De uma carga, e se deita no chão
13Você pensa que o homem chega, ajuda
11O bichinho se levantar? Hum, pois sim!
14Faz é um foguinho debaixo do rabo dele
6O jumento é bom
8O jumento é sagrado
5O homem é mau
17O homem só presta pra botar apelido no jumento
16O pobrezinho tem apelido que não acaba mais
11Babau, Gangão, Breguesso, Fofarkichão
16Imagem do Cão, Musgueiro, Corneteiro, Seresteiro
19Sineiro, Relógio... É, ele dá a hora certa no sertão
15Tudo isso é apelido que o Jumento tem
11Astronauta, Professor, Estudante
7Advogado das Bestas
9É chamado de Estudante
19Porque quando o estudante não sabe a lição da escola
8O professor grita logo
14Você não sabe porque você é um jumento
10E o estudante, pra se vingar
15Botou o apelido no jumento de professor
16Porque o professor ensina a ler de graça, pois sim
17Quem ensina a ler de graça é o jumento, meu filho
3É assim
6A! E! I! O! U! U!
8Ypsilone, ypsilone
8Ypsilone, ypsilone
8Ypsilone, ypsilone
10Só não aprende a ler quem não quer
11Esse é o jumento, nosso irmão
6Animal sagrado
11Serviu de transporte de Nosso Senhor
12Quando ele ia para o Egito
13Quando Nosso Senhor era pirritotinho
14Todo jumento tem uma cruz nas costas, num tem?
6Pode olhar que tem
12Todo jumento tem uma cruz nas costas
16Foi ali que o menino santo fez um pipizinho
13Por isso ele é chamado de sagrado
8Ha, ha, jumento meu irmão
9O maior amigo do sertão
13Ele é cheio de presepada, sim senhor
12Uma vez ele me fez uma, menino
8Que eu não me esqueci mais
12Quando dá as primeira chuva no sertão
12A gente planta logo um milhozinho
10No monturo da casa da gente
12Porque dá ligeiro e é milho doce
9Dá ligeirinho, ligeirinho
12O jumento cismou de ser meu sócio
8Eu disse: Eu pego ele!
12Quando ele invadiu minha roça, rê!
19Eu preparei uma armadilha, cheguei perto dele e disse:
11Comendo meu milho, hem? Vou lhe pegar!
15Ele balançou a cabeça, ligou as atenas
11Troceu o rabo, troceu, troceu, troceu
7Deu corda e disparou
11Deu um pulo tão danado na cerca
11Que nem triscou na minha armadilha
10Correu uns 10 metros, fez meia volta
8Olhou pra mim e me gozou
11Seu Luiz! Seu Luiz! Comi seu milho!
12E como! E como! E como! E como!
9Filho da peste! Comeu mesmo!
6Mas eu gosto dele
15Porque ele é servidorzinho que é danado!
6Animal sagrado!
14Jumento, meu irmão, eu reconheço teu valor!
16Tu és um patriota! Tu és um grande brasileiro!
19Eu tô aqui, jumento, pra reconhecer o teu valor, meu irmão

[Saída]

8Agora, meu patriota
7Em nome do meu sertão
10Acompanhe o seu vigário
7Nesta terna gratidão
10Aceita a nossa homenagem
14Ó jumento, nosso irmão (Ão, ão, ão, ão, ão, ão)
10Segura o jegue, nego mole!