[Intro]
7É verdade,
meu senhor
9Essa história
do sertão
7Padre Vieira falou
16Que o jumen
to é nosso irmão (
Ão, ão, ão,
ão, ão, ão)
[Verso]
9O jumento
é nosso irmão
6Quer
queira ou quer não
7O ju
mento sempre foi
13O maior
desenvolvimen
tista do sertão
13Ajudou o homem
na lida diária
6Ajudou o
homem
12Ajudou o Brasil a se desenvol
ver
5Arrastou lenha
14Madeira, pedra, cal, cimento,
tijolo, telha
11Fez açude, estra
da de rodagem
11Carregou água pra
casa do homem
12Fez a feira e serviu de montari
a
9O jumento é nosso
irmão
9E o homem, em retri
buição
6O que é que lhe
dá?
14Castigo, panca
da, pau nas per
nas, pau no lombo
13Pau
no pescoço, pau na cara,
nas orelhas
11Ah, jumen
to é bom,
o homem é mau
14E quan
do o po
bre não aguen
ta mais o peso
11De uma car
ga, e se deita no chão
13Você pensa que o homem
chega, ajuda
11O bichinho se levantar? Hum,
pois sim!
14Faz é um
foguinho debaixo do rabo de
le
6O jumento é
bom
8O jumento é sa
grado
5O homem
é mau
17O homem só pres
ta pra botar apelido no ju
mento
16O pobrezinho tem apelido que
não acaba mais
11Babau, Gangão,
Breguesso,
Fofarkichão
16I
magem do Cão, Musgueiro, Corneteiro, Seres
teiro
19Sineiro,
Relógio... É,
ele dá a hora
certa no
sertão
15Tu
do isso é apelido
que o Jumento
tem
11Astronau
ta, Professor, Estu
dante
7Advogado das Bes
tas
9É chamado de Estu
dante
19Porque quando o estu
dante não sabe a lição da esco
la
8O professor grita lo
go
14Você não sabe porque
você é um jumento
10E o estudante, pra se
vingar
15Botou o apelido
no jumento
de professor
16Porque o professor
ensina a ler
de graça,
pois sim
17Quem ensi
na a ler
de graça é o jumento, meu fi
lho
3É
assim
6A! E!
I! O!
U! U!
8Ypsilone,
ypsilone
8Ypsilone,
ypsilone
8Ypsilone,
ypsilone
10Só não aprende
a ler quem não quer
11Esse
é o jumen
to, nosso irmão
6Ani
mal sagrado
11Serviu de transporte
de Nosso Senhor
12Quando ele ia para
o Egito
13Quando Nosso Senhor era pir
ritotinho
14To
do jumento
tem uma cruz nas cos
tas, num tem?
6Pode o
lhar que tem
12To
do jumento
tem uma cruz nas costas
16Foi ali que o
menino santo fez um
pipizinho
13Por isso
ele é chamado de sagrado
8Ha, ha, jumen
to meu irmão
9O maior ami
go do sertão
13Ele é cheio de
presepada, sim senhor
12Uma
vez ele me fez u
ma, menino
8Que eu não me
esqueci mais
12Quando dá as primeira chuva no sertão
12A gente planta logo um
milhozinho
10No monturo da
casa da gente
12Porque dá ligeiro e é
milho doce
9Dá ligeirinho, ligeirinho
12O jumento cismou de ser meu sóci
o
8Eu disse: Eu
pego ele!
12Quando ele invadiu mi
nha roça, rê!
19Eu prepa
rei uma ar
madilha, cheguei
perto dele e disse:
11Co
mendo meu milho, hem? Vou lhe pegar!
15Ele balançou a
cabeça, ligou as ate
nas
11Troceu o rabo, troceu, troceu, tro
ceu
7Deu corda e disparou
11Deu um pulo tão danado na
cerca
11Que nem triscou na mi
nha arma
dilha
10Correu uns 10 metros,
fez meia
volta
8Olhou pra mim e me go
zou
11Seu Lu
iz! Seu Luiz! Comi seu
milho!
12E como! E como! E como!
E como!
9Filho da peste! Co
meu mesmo!
6Mas eu gos
to dele
15Porque ele é servidorzinho que é
danado!
6Animal
sagrado!
14Jumento, meu ir
mão, eu reconheço teu va
lor!
16Tu és um patriota!
Tu és um grande bra
sileiro!
19Eu tô
aqui, jumento,
pra reconhe
cer o teu valor,
meu irmão
[Saída]
8Agora, meu
patriota
7Em no
me do meu
sertão
10Acompanhe o seu vigá
rio
7Nesta terna gra
tidão
10Acei
ta a nossa homenagem
14Ó jumento, nosso irmão (
Ão, ão,
ão, ão,
ão, ão)
10Segura o jegue, nego
mole!